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Burnout emocional: a sensação de esgotamento na vida pessoal

A sensação de esgotamento emocional aumentou durante a pandemia e é capaz de mudar comportamentos

Preocupação com a saúde, necessidade de isolamento social e mudanças drásticas na rotina. A pandemia de Covid-19 exigiu novos comportamentos de todos, além de colocar em destaque os sentimentos das pessoas em momentos de medo e apreensão. O cenário é um prato cheio para o burnout emocional.

O termo burnout está associado, geralmente, ao ambiente de trabalho e refere-se ao grande estresse causado pela vida profissional, que pode levar a problemas sérios de saúde. Mas, com a pandemia, a palavra passou a ser também relacionada com a vida pessoal.

O que é o burnout emocional? 

É o estresse excessivo relacionado a questões da vida pessoal, como saúde, família, rotina, isolamento e frustração. Também pode ser chamado de esgotamento emocional, quando o indivíduo sofre questões psicológicas e mentais por ter que lidar com muitos sentimentos ao mesmo tempo.

O número de pessoas sofrendo de burnout emocional em todo o mundo aumentou durante a pandemia. “Dados estatísticos já sinalizam que o Brasil é o segundo país com maior número de pessoas com depressão nas Américas, além de ser o país com maior prevalência de ansiedade. Com a pandemia a situação piorou e já percebemos um aumento expressivo do número de quadros ligados ao sofrimento mental pós-pandemia”, afirma a psicóloga clínica e neuropsicóloga Juliana Gebrim.

Segundo ela, isoladas em casa, muitas pessoas desenvolveram ou agravaram quadros de depressão, ansiedade ou síndrome de Burnout, entre outras patologias mentais. Além disso, com a necessidade de isolamento social e de trabalho home office, o esgotamento emocional se tornou ainda mais próximo da síndrome.

Isso porque a vida pessoal e profissional passaram a se misturar, perdendo limites de onde uma termina e a outra começa. O resultado disso são pessoas cada vez mais estressadas, cansadas, ansiosas e deprimidas em diversos âmbitos da vida.

Quais são os sinais do esgotamento emocional

Estar atento aos sinais que o burnout emocional traz é essencial para entender quando é preciso buscar ajuda ou mudar atividades e comportamentos do dia a dia.

Segundo Juliana Gebrim, os principais sinais são:

  • Dores no corpo;
  • Alteração do apetite;
  • Choro fácil;
  • Irritabilidade;
  • Oscilação de humor;
  • Cansaço excessivo;
  • Insônia;
  • Dificuldade de concentração;
  • Apatia e desânimo.

A partir desses sinais, é possível perceber que a rotina durante a pandemia, assim como todas as preocupações que cercam o momento, estão prejudicando tanto a saúde física quanto a psicológica.

Segundo a profissional, esses sentimentos podem levar a quadros de depressão e ansiedade, que podem culminar em quadros mais graves.

5 dicas para lidar com o burnout emocional

Quem está sofrendo com o burnout emocional ou apresenta muitos sinais que indicam esse esgotamento emocional precisa, principalmente, mudar hábitos nocivos na rotina, tentando sempre entender os sentimentos.

Confira algumas dicas para lidar melhor a situação, de acordo com a neuropsicóloga.

1. Mude hábitos

Hábitos nocivos como não ter uma rotina determinada, trabalhar por muitas horas seguidas, comer mal e ingerir muita cafeína são prejudiciais para a saúde como um todo, principalmente para a sensação de esgotamento emocional. Por isso, é preciso se atentar aos hábitos nocivos e mudá-los, mesmo que aos poucos.

Leia também: 7 dicas para criar bons e novos hábitos vindas do livro “Atomic Habits”

2. Pratique exercícios físicos

Movimentar o corpo além de ajudar na saúde física também traz inúmeros benefícios para o cérebro. Isso porque, ao realizar exercícios, o corpo libera serotonina e endorfina, conhecidos como “hormônios da felicidade”, além de regular outros neurotransmissores.

3. Faça coisas que gosta durante o dia

Acrescentar pequenas tarefas que gosta de fazer durante a rotina atribulada e sem poder sair de casa pode ser um alívio mental necessário. Ter hobbies é essencial para isso, já que melhoram o humor e trazem tranquilidade.

4. Determine momentos de trabalho e lazer

Determinar horários de vida profissional e pessoal devolve a sensação de divisão entre os dois âmbitos que existia antes da pandemia. Assim, o cérebro consegue relaxar e descansar de verdade nas horas certas, melhorando a concentração e o humor.

5. Procure ajuda profissional se necessário

“É fundamental procurar ajuda profissional, entender que nem sempre é possível resolver os problemas sozinho”, destaca Juliana Gebrim. Nem sempre é fácil manter a saúde mental em dia, ainda mais tentar fazer isso sozinho. Por isso, se sentir necessidade ou sensação de descontrole sobre os sentimentos, procure ajuda de um profissional adequado para ajudar nessa questão.

Mudanças de comportamento

O burnout emocional é capaz de alterar todo o comportamento da pessoa. Afinal, sentimentos de ansiedade ou tristeza podem levar o indivíduo a criar novas ações para driblá-los.

Isso acontece em todos os âmbitos, desde as relações interpessoais até lidar com marcas e compras. Algumas pessoas podem acabar se alienando para não piorarem a saúde mental, por exemplo, e se afastar de pessoas queridas.

Da mesma forma, passam a interagir com o mundo de maneira diferente, dando mais valor para pessoas, empresas ou marcas que estejam sensibilizadas com a questão psicológica e com a pandemia.

O burnout emocional durante a pandemia pode trazer inúmeras mudanças na vida e no comportamento das pessoas. Buscar formas de minimizar esse sentimento e mostrar empatia com a causa torna-se algo essencial e esperado pelas pessoas.

Nos próximos anos, este comportamento será levado em consideração em diversos âmbitos, tanto no pessoal e no profissional, quanto nos hábitos de consumo.

Consumidor Moderno. 15.3.2021.

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