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A felicidade é um destino ou um caminho?

Coisas acontecem o tempo todo. Coisas boas, coisas ruins, engraçadas, estranhas ou apenas coisas da vida. O objetivo maior do ser humano, ainda que piegas, é ser feliz. Mas a pergunta é: A felicidade é um destino ou um caminho?

Com certeza as respostas iriam se dividir ou talvez alguns dissessem que ela pode ser os dois. Quem sabe a vida se tornaria muito mais interessante se pudéssemos saber que determinado dia poderíamos ser muito felizes. Como um curso qualquer, onde depois de despender (ou melhor, agregar) alguns anos estudando, ao final nos tornamos profissionais.

Por que com a felicidade não pode ser da mesma forma? Passaríamos algum tempo evoluindo para um dia nos tornarmos pessoas felizes. Ou será que já não é isso mesmo?

Pois é… Acho que para alguns ela se define dessa forma, e essas pessoas esperam e esmeram-se tanto para esse tão almejado momento que ele acontece, passa e elas vão embora sem nem perceber que foram felizes.

Para outros, entretanto, a felicidade é inerente, só falta permiti-la. Ela pode assumir várias formas ou ser muitas coisas. Para quem tem fome, ela está na saciedade, para quem tem sonhos, na realização, para quem tem saudades, na presença, se tem mágoas, na vingança e para quem ama, na recíproca. Ela também pode estar em momentos, às vezes um olhar, um toque, um telefonema ou até mesmo uma bronca pode causar felicidade. Pode ser contagiosa, dependendo do grau de intensidade que ela atinge. E tenho pra mim que é sua melhor face.

O grande problema é que só procuramos esse bendito estado de espírito naquilo que perdemos ou deixamos de ganhar. Naquilo que nos foi tirado. Ficamos sempre esperando arrumar um emprego melhor, ou encontrar um grande amor, ou comprar um carro novo, ou emagrecer, ou superar o que nos machucou. É! Nós gostamos de sofrer! E sofremos não pelo que nos acontece e sim pelo que gostaríamos que tivesse acontecido.

Nós depositamos a nossa meta de ser feliz nas expectativas futuras e, quando elas não são correspondidas, nos frustramos e nos dizemos infelizes. Não deveríamos medi-la pelo passado não acertado ou pelas ilusões projetadas, mas sim pelo que adquirimos, o que temos e por tudo que aprendemos.

Que bom seria se soubéssemos conviver com a felicidade ou se pudéssemos apenas aprender a aceitá-la, já que é onipresente. Ser feliz não é minha ambição, é minha inferência. E nem deveria ser a de ninguém. Pois coisas vão continuar acontecendo e a felicidade, como algo concreto a ser almejado, não existe, ela é mais uma parte do todo. Nós inventamos essa busca incessante e usamos como pretexto para não sermos felizes.

Por Vanessa Lemos. Obvious.

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