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Amor

Por Marcela Wengerkiewicz

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Há algum tempo, assisti a um filme em que se dialogava com Tempo, Morte e Amor.

Mais recentemente, através deste Portal, tive o prazer de ler um excelente texto, de uma colega de escrita, que buscava uma interlocução com essas constantes da vida humana.

Quanto ao tempo e a morte, inevitáveis, creio que os aceito de uma maneira mais tranquila em relação ao colega de tríade.

Pois veja, da vida o que se tem como certo é a morte.

Deveríamos fazer com ela o que fazemos com todo o resto: aceitar e continuar a viver.

Sabemos que vamos morrer.

Precisamos aprender a viver como quem sabe disso.

Do tempo, mesmo sem a física nos dar uma mesura correta, sabemos apenas que ele segue, sem retorno, sem perguntar o que ou quem ficou pelo caminho.

E nada se pode fazer.

É essa teia infinita que tudo conecta.

E, ainda assim, desconecta.

Que permite que se viva sabendo que tudo segue.

E também perceber a singularidade de cada momento.

Infindável antítese.

Contudo, o amor…

ah o amor.

Inúmeras são as tentativas de definição, biológicas, filosóficas, religiosas.

Inúmeras são as diferenças entre elas.

Inúmeras são as formas de sentir.

Amor próprio.

Amor de pais.

Filhos.

Irmãos.

Família, nem sempre a de berço.

Amigos.

Parceiros de vida.

Mas em que ponto se sente e resume: é amor?

Não sei.

Sinto apenas.

Que com ele vem a aceitação do outro.

Não a obrigação de mudança para caber na medida alheia, ou transferência de obrigações (sejam de angústias ou de regozijo), mas a expansão do reconhecimento verdadeiro.

Em tudo o que é luz e em tudo o que é sombra.

Vem responsabilidade. Afetivamente, somos responsáveis pelo que cativamos, como já nos disse aquela estória, e assim somos capazes de dizer verdades, e ouvi-las também, sem melindres.

Torna-se íntimo.

Em um nível que o olhar e gestos dispensam longas explicações.

Em um ponto que se sente o outro por conexão.

Sincronia.

E busca-se plenitude nessa intimidade, não apenas satisfação do ego.

E, por fim, transcendência.

O amor é algo que conseguimos sentir e perceber que transcende as dimensões de tempo e espaço.

E continua lá.

Sem alterações.

Apenas para ser sentido.

Sem expectativa, pois não há outra forma de amar.

Marcela Wengerkiewicz é Graduada em Letras português/inglês pela Universidade Estadual do Paraná, Campus de União da Vitória. Servidora do Ministério Público do Estado do Paraná. Contista do Factótum Cultural.

Os artigos publicados, por colunistas e articulistas, são de responsabilidade exclusiva dos autores, não representando, necessariamente, a opinião ou posicionamento do Factótum Cultural.

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