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6 coisas que aprendi em um ano como freelancer

6 coisas que aprendi em um ano como freelancer

Quem acompanha o meu trabalho sabe que por muitos anos trabalhei como CLT em agências de publicidade e depois no terceiro setor. Passei por muitos questionamentos antes de entender que o mundo corporativo tradicional não era para mim, mas a boa notícia é que me encontrei.

Assim como eu tive dificuldades para entender o que fazia sentido para mim, acredito que muita gente esteja passando pelo o que eu passei há um tempo atrás. Vira e mexe tem alguma amiga falando que está desiludida e perdida profissionalmente. Faz parte, afinal, temos apenas 20 e poucos anos e muita vida pela frente. As dúvidas e transições vão ocorrer naturalmente!

Resolvi escrever este artigo para contar um pouco sobre o que eu aprendi neste último ano como freelancer. Eu saí oficialmente do emprego CLT em setembro de 2019, portanto, faz pouco tempo que completei 1 ano nesse modelo de trabalho! Confira, em seguida, um pouco dos meus aprendizados nestes últimos doze meses de muitas aventuras e sonhos.

1. Ser freelancer não é um conto de fadas

Gosto de começar sempre falando sobre como a vida do freelancer não é moleza porque muita gente idealiza, sabe? Acham que é só festa o tempo todo e que não trabalhamos como os tradicionais CLT porque temos maior liberdade e flexibilidade. Bom, eu nunca idealizei desta forma a vida de profissional autônoma, mas sempre busquei tal liberdade e flexibilidade.

O fato é que o dia a dia do freelancer pode ser muito assustador de vez em quando. Não ter um chefe? Maravilhoso. Não precisa bater ponto? Incrível. Poder trabalhar quando e de onde quiser? Estupendo.

Mas tudo isso tem um preço, viu? Não é fácil lidar com a instabilidade e imprevisibilidade. Era muito mais simples chegar no escritório todo dia, cumprir as minhas tarefas e ir embora no final do dia. Eu sempre sabia que no final do mês o meu salário estaria na minha conta. Hoje é diferente. Se eu não vou atrás e faço acontecer não tem nenhum dinheiro pingando na minha conta.

Para viver o conto de fadas (a liberdade e flexibilidade), portanto, é preciso superar todos os pesadelos e estar preparado para lidar com as adversidades da vida de freelancer. Para muita gente vale a pena e posso dizer que não houve um dia em que me arrependi da minha decisão.

2. Tudo depende de mim

É incrível como o freelancer precisa ter iniciativa. Tudo depende de uma única pessoa. Não há mais as outras áreas da empresa para culpar ou questionar quando algo não vai bem. Agora, (in)felizmente é tudo minha responsabilidade.

Por mais que possa parecer assustador, este contexto de extrema responsabilidade também te faz crescer muito. É incrível o quanto amadureci profissionalmente em um ano. Passei por altos e baixos, dias de luta e dias de glória. Entendi que sou muito mais forte e competente do que acreditava e, principalmente, que sou capaz de levar tudo nas costas e assumir as consequências dos meus atos.

3. Trabalhar como CLT foi importante para chegar até aqui

Eita! Quem tem raiva do CLT nunca imaginaria um aprendizado como este, né? Bom, posso afirmar com todo o meu coração que passar mais de 4 anos no mundo corporativo tradicional foi essencial para viver como freelancer agora. É claro que não é uma regra, afinal, tem gente que sempre vive e sempre viverá como freela sem trabalhar como CLT.

O que eu quero deixar de mensagem aqui é sobre como precisamos valorizar cada experiência profissional ao longo da nossa jornada. Eu aprendi e evoluí muito pessoalmente e na carreira trabalhando nos lugares em que trabalhei antes de me tornar freelancer. E aprendi tanto tecnicamente quanto no que diz respeito às soft skills, além de ter contato com outros profissionais incríveis que me ensinaram muito.

Toda essa experiência foi importante e necessária para que, no momento certo, eu conseguisse realizar a minha transição. Sou muito grata por todos os lugares nos quais trabalhei, pessoas que conheci e desafios que enfrentei. Tudo isso contribuiu para que eu fosse uma profissional mais madura e preparada.

4. Liberdade e flexibilidade regem o meu modelo de trabalho

Realmente a liberdade e flexibilidade do modelo de trabalho freelancer são tudo o que eu imaginava. O que mais me incomodava no CLT era precisar ir todos os dias para o escritório e “vestir a camisa da empresa”. Eu queria poder escolher quando e de onde trabalhar, além de focar mais no que eu mais gosto de fazer: escrever.

Felizmente, não tive nenhuma dificuldade para me adaptar ao trabalho em casa e já tive até a oportunidade de experimentar trabalhar enquanto viajo, o que me fez ser mais grata ainda pelas possibilidades da vida de freelancer.

Fico feliz em ver que a pandemia do coronavírus trouxe um novo olhar das empresas em relação ao home office, mas mesmo assim eu sempre quis ir além. Não estar vinculada formalmente a nenhuma organização me proporciona uma sensação maravilhosa. Não precisar pedir para ir ao médico no meio da tarde e ser livre para escolher quantas horas por dia devo trabalhar é muito satisfatório.

Aprendi nesse um ano que não poderia ser diferente, pois sempre senti algo esquisito como CLT. Já como freelancer parece que tudo finalmente se encaixou. Toda transição gera um friozinho na barriga, mas nestes doze meses tenho mais certeza do que nunca de que estou em meus maiores níveis de realização pessoal e profissional.

5. Eu realmente detesto cargos corporativos

Eu já não gostava muito de cargos corporativos antes de me tornar freelancer, mas agora, mais do que nunca, sei que isso não é para mim. Fico muito incomodada com pessoas que se vangloriam por serem “coordenadoras”, “gerentes”, “diretoras”. Muita gente parece que vive apenas para mostrar ao mundo como são incríveis por terem um cargo altíssimo e poderem colocar isso no LinkedIn.

Ai, que preguiça, viu? Sempre detestei este encaixotamento. Parece que os cargos têm o poder de limitar as pessoas. Quando eu era analista me sentia muito presa àquela denominação, sendo que, na realidade, eu já entregava muito acima do cargo que me tinha sido designado. Hoje, sei que um cargo é só um cargo. Como freelancer, tenho muito mais responsabilidades e autoridade sem precisar de um cargo que define se eu me enquadro como analista ou coordenadora.

Fico feliz por ter me desvinculado deste universo e não me sentir mais encaixotada. Em um ano como freelancer aprendi, mais uma vez, que tudo isso pode ser nocivo se você não souber lidar com leveza. As pessoas buscam crescer e assumir cargos altos, mas será que querem mesmo isso ou só buscam a promoção para mostrar aos outros o seu sucesso?

6. É possível ser feliz no trabalho

Tem tanta gente infeliz em seus empregos, né? Quando eu me lembro de que já fui uma dessas pessoas fico aliviada por saber que hoje em dia não convivo mais com aquela angústia constante por não saber o que fazer e me sentir miserável com o meu dia a dia.

Eu chorava, lamentava, reclamava, questionava. Por muito tempo me senti em um buraco fundo sem possibilidades. Demorei para encontrar aquela luz de esperança, mas finalmente me encontrei. O que eu quero dizer aqui é: não desista da sua felicidade.

Poxa vida, passamos tanto tempo trabalhando que se for um fardo tão grande a sua vida vai desmoronar. Por mais que às vezes pareça impossível encontrar um novo caminho, eu garanto que há mais do que infelicidade para você. Para mudar a sua vida é preciso entender o que causa tanta insatisfação e buscar uma rota diferente.

Confesso que por bastante tempo eu não acreditava que existia um lugar para mim no âmbito profissional. Eu parecia fadada a ser eternamente infeliz, mas olha só, eu me encontrei! E tenho certeza de que se você ainda não se encontrou é porque não está fazendo as perguntas certas.

E os aprendizados continuam

Um ano se passou, mas já vivi tanta coisa que parece que sou freelancer há muito mais tempo. Tenho certeza de que este é apenas o início da minha carreira neste modelo de trabalho e tenho muito o que aprender.

O que eu já tenho certeza é que em um ano já compilei muitos aprendizados para passar adiante e, por isso, criei o “Guia do freelancer iniciante” para quem está começando esta jornada. Trata-se de um ebook de mais de 80 páginas recheadas de dicas práticas para quem está planejando a transição do CLT para freelancer ou para quem está iniciando neste modelo de trabalho.

Como muita gente me procura para tirar dúvidas sobre a vida de freelancer, percebi que tinha muito o que compartilhar e criei este ebook para ajudar todos vocês, freelancers iniciantes 🙂

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Se você se interessou, então te convido para conferir tudo o que há de conteúdo neste ebook clicando aqui ou direto aqui no post:

  1. O que você precisa saber antes de se tornar um freelancer
  2. Os 3 pilares do profissional freelancer
  3. Como planejar a temida transição
  4. Como se organizar financeiramente
  5. Os desafios da prospecção: como começar?
  6. Pense sobre a diversificação das suas fontes de renda
  7. Como estruturar boas propostas para potenciais clientes
  8. Como fidelizar seus clientes
  9. Marca pessoal: pelo o que você deseja ser reconhecido?
  10. Seu portfólio é sua porta de entrada
  11. Todo freelancer precisa saber se reinventar

Espero que este guia te ajude a concretizar os seus planos e ter uma carreira muito mais feliz. Para adquirir o seu ebook por apenas R$69,00 clique aqui!

Artigo publicado originalmente em parapreencher.com.

Bruna Cosenza

Sou escritora e produtora de conteúdo freelancer. Criadora do Para Preencher e autora do romance “Lola & Benjamin“, o meu objetivo é inspirar as pessoas a tornarem seus sonhos reais para que tenham uma vida mais significativa. Em 2019, o LinkedIn me elegeu uma das brasileiras mais influentes da rede em sua lista de Top Voices.

Se quiser se desenvolver comigo, confira o meu portfólio de cursos onlineebooks e a minha consultoria personalizada para produção de conteúdo no LinkedIn.

Bruna Cosenza. LinkedIn. 16.11.2020.

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