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Bruxas – vítimas da ignorância

Caça às bruxas: 400 anos depois, as lições ainda não foram aprendidas -  Revista Galileu | Olhar Cético

Atualmente, o Dia das Bruxas, é também conhecido como Halloween, e celebrado na noite de 31 de outubro. Neste dia, no hemisfério norte, era celebrado o fim do ano produtivo e o inicio do inverno. Essa festa era chamada de Samhain, em honra ao deus Samhan, também conhecido como o Senhor dos Mortos. Nesta noite, os aldeões costumavam vestir trajes assustadores e andar por entre as casas fazendo barulho, para afastar os maus espíritos. Era o dia em que as bruxas voavam em suas vassouras, para o local de uma grande festa onde o anfitrião era o próprio diabo. Essas comemorações foram levadas em 1840 para os Estados Unidos, por imigrantes irlandeses e, mais recentemente, chegou ao Brasil.

Já na Europa, tivemos uma grande caça às bruxas entre 1550 e 1650, quando milhares de mulheres foram executadas por bruxaria. Essa situação chegou a aumentar no final do século XVII, quando tivemos muitas mortes na Espanha, Alemanha, Escócia, Nova Inglaterra e nos Estados Unidos. Em 1692, o julgamento das bruxas no vilarejo de Salém, Massachusetts, na América do Norte, terminou com a morte de 19 pessoas. Para quem acha que essa barbaridade é coisa de um passado distante, vamos dar alguns dados atuais do que acontece hoje pelo mundo. Segundo dados do Legal Human Rights Center, do Departamento de Estado Norte Americano, somente na Tanzânia, África, temos perto de 500 mulheres assassinadas por ano, por suspeita de bruxaria. Em 1982 o governo criou a Lei da Bruxaria, onde criminaliza a prática e pretendia evitar que a população fizesse justiça, mas na verdade, essa lei reforçou e legitimou a existência de bruxaria e as mortes aumentaram.

Na Índia, perto de 200 mulheres e crianças por ano, são vitimas em todo o país. Qualquer doença na família ou uma perda de emprego é motivo para suspeitar de bruxaria e condenar a pessoa à morte sumariamente. Quem mata não acha que está cometendo um crime; pelo contrário, ele acredita estar fazendo um bem à sua família e à comunidade. Na aldeia de Damaria, um jovem matou sua própria tia, e levou a sua cabeça cortada até uma delegacia, para mostrar que tinha matado uma bruxa. Nas aldeias, tradicionalmente, usam ervas para medicar as pessoas, mas com novas doenças que aparecem, os chefes usam as mulheres como bode expiatório e as acusam de bruxaria. Assim acontece no Congo, Haiti e até na América do Sul. No Paraguai tivemos, recentemente, na aldeia de Tahehil, distante 290 quilômetros da capital Assunção, um caso onde uma mulher foi acusada de causar uma doença a sua irmã, através de bruxaria. Eles deram o prazo de um mês para que ela tirasse o malefício de sua irmã. Como isso não aconteceu, a “bruxa” foi torturada e assassinada pelos chefes da aldeia.

Já no Congo, a BBC de Londres denunciou a existência de milhares de crianças mantidas presas nas igrejas e acusadas de bruxaria e, só nos últimos anos, mais de 2.000 crianças foram mortas por este crime, a maior parte durante brutais rituais de exorcismo. No vilarejo de Kafaba, no Congo, em julho de 2020, Akua Denteh, uma mulher de 90 anos, foi acusada de bruxaria e impedir que chovesse na região. Por esse crime, foi espancada até a morte. Esses fatos nos mostram como sobra ignorância no mundo atual.


Célio Pezza. Verdade Mundial. 12.10.2020.

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