Verbo Factótum / Por Neemias

Milhões de pessoas no mundo tomam, todas as noites, um comprimido para “dormir”.
Zolpidem. Zolfest D. Zopiclona. Zaleplon. Eszopiclona. As Drogas Z.
Elas não dão sono. Elas apagam.
Apagam memória.
Apagam vontade.
Apagam o “eu”.
Apagam a consciência.
Eu sei porque vivi isso.
Foram sete anos preso nesse ciclo, oscilando entre parar e voltar, quase sempre como fuga da realidade.
E quando usava, fazia coisas inimagináveis — às vezes perigosas, às vezes absurdas, muitas vezes inconsciente (sombra) — e no dia seguinte não lembrava de nada.
Quando decidi parar, descobri que o verdadeiro inferno começa no desmame: pânico, insônia brutal, dores no corpo, surtos, medo de enlouquecer.
Já passei por esse vale várias vezes. E sobrevivi.
Hoje sigo limpo — e é desse lugar que eu falo.
💊 CHEGA DE SILÊNCIO
As Drogas Z são vendidas como solução rápida, mas são prisões químicas.
Elas não curam — elas silenciam.
E quando você tenta sair, elas te fazem acreditar que é impossível viver sem elas.
Nos primeiros três dias de desmame, você é lançado no inferno. É nesse momento que muitos voltam a usar — não por fraqueza, mas porque as trevas que surgem são imensas.
Se não houver apoio, se não houver alguém dizendo “continue, é só atravessar”, a pessoa se sente engolida e volta para o comprimido. E assim o ciclo se repete, às vezes por anos ou por toda a vida.
Ninguém deveria atravessar essas noites sozinho.
Ninguém deveria acreditar que precisa viver sedado para suportar a vida.
🧠 O Z É MAIS QUE UM REMÉDIO — É UM SINTOMA DA NOSSA ÉPOCA
Zolpidem é só um nome. O problema é maior.
Vivemos anestesiados: dopados de informação, exaustos de trabalho, intoxicados de estímulos. Corpos no automático, mentes aceleradas, corações em alerta máximo.
Burnout, depressão, ansiedade, pânico — essas são as doenças do século,
mas em vez de curar, o sistema prefere silenciar sintomas.
E quando o corpo implora por descanso, recorremos à farmácia.
Cada comprimido parece solução, mas é apenas um botão de desligar.
No dia seguinte, tudo volta: o cansaço, a dor, o vazio.
E assim seguimos, noite após noite, pagando com pedaços da nossa presença.
Acordar do Z é acordar da lógica que nos quer passivos, silenciosos, controlados.
✊ WAKE FROM Z — NOSSO CHAMADO
Wake From Z (“acordei do Z”) não é guerra contra médicos., farmácias ou pacientes.
Mas é um ato de resistência contra um sistema inteiro — indústrias, políticas e mercados — que preferem vender silêncio em cápsulas a oferecer caminhos de cura.
É um grito coletivo de sobrevivência e reconexão.
Queremos expor a verdade e oferecer alternativas.
Queremos devolver às pessoas o direito de escolher ficar acordadas.
Estamos aqui para:
- 📚 Informar — contar a verdade sobre as Drogas Z, seus riscos e alternativas.
- 🫂 Acolher — oferecer escuta, grupos de apoio, guias e recursos para quem quer parar.
- 🧘♂️ Ensinar ferramentas de cura — respiração, espiritualidade, sono natural, higiene mental.
- 🔥 Inspirar — mostrar que é possível reconstruir a vida e a identidade sem precisar se apagar.
🌱 EU ESTOU AQUI
Não sou médico. Sou sobrevivente.
E decidi transformar a minha dor em ponte para outras pessoas.
Se você está pensando em parar, ou já tentou e falhou, não precisa atravessar essa noite sozinho.
Pode me escrever, contar sua história ou simplesmente desabafar.
📩 contato@factotumcultural.com.br
💬 @neemiasprudente
🌌 O DESPERTAR É COLETIVO
O Z não é só um remédio. É um símbolo do que a nossa sociedade faz com o sofrimento humano: tapa, silencia, entorpece.
Acordar do Z é acordar para o corpo, para a dor, para o amor, para o mundo.
É escolher sentir. É escolher viver.
Nós acordamos. Agora falamos. E não nos calaremos.
Junte-se a nós!

✍️ Por Neemias, sobrevivente do sono químico por 7 anos.
As palavras nunca param aqui. Continue a viagem em:
Factótum Cultural






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