Por Verbo Factótum

Stephen Hawking dizia que nada existia antes do Big Bang. Roger Penrose defende que houve outro universo. Entenda esse debate cósmico.
Introdução
O Big Bang é o ponto zero da cosmologia moderna — o instante em que espaço, tempo e energia emergiram do nada (ou de algo que mal podemos conceber). Mas, afinal, havia algo antes dessa explosão primordial? Para Stephen Hawking, não: o tempo teria começado ali. Para Roger Penrose, sim: nosso universo seria apenas um capítulo em uma sequência infinita de ciclos cósmicos.
Esse embate não é apenas uma questão de física — é uma disputa filosófica e quase espiritual sobre a própria natureza da realidade.
A visão de Stephen Hawking: nada antes de tudo
Hawking defendia que o tempo é como a superfície da Terra: tem limites, mas não bordas. Assim, falar em “antes” do Big Bang não faria sentido.
- Para ele, o universo simplesmente surgiu.
- Não havia “ontem” antes do tempo começar.
- Perguntar o que existia antes seria como perguntar o que há ao norte do Polo Norte.
Essa visão radicalmente elegante buscava uma resposta simples: o Big Bang é o início absoluto.
A visão de Roger Penrose: universos antes do nosso
Já Penrose, Prêmio Nobel de Física, propõe a teoria da Cosmologia Cíclica Conforme.
- Segundo ele, o universo passa por fases de expansão infinita até que partículas de massa desapareçam.
- Nesse ponto, o cosmos “reinicia” em um novo Big Bang.
- Portanto, o nosso universo seria apenas um elo em uma cadeia sem fim de universos.
Para Penrose, existem sinais dessa herança cósmica nos dados da radiação cósmica de fundo — marcas de universos anteriores impressas no nosso.
Big Bang: começo absoluto ou transição?
Esse debate divide não apenas físicos, mas também filósofos e curiosos do cosmos.
- Hawking representa a visão de que o universo tem um início absoluto e autoexplicativo.
- Penrose traz a ideia de ciclos, ecos e renascimentos — quase um mito cósmico com roupagem matemática.
Ambos buscam responder à questão fundamental: a realidade tem uma origem ou é eterna?
Reflexão crítica
Para além da ciência, essas visões despertam perguntas profundas:
- Se o universo é cíclico, será que a história também se repete infinitamente?
- Se o tempo teve um começo, o que isso diz sobre o sentido da existência?
- E se nem “nada” nem “algo” forem conceitos suficientes para descrever a origem?
O choque entre Hawking e Penrose mostra que, mesmo na fronteira da ciência, ainda caminhamos entre matemática, filosofia e poesia.
Conclusão
O que havia antes do Big Bang? Talvez nunca saibamos. Mas é nessa tensão entre o nada absoluto de Hawking e os universos cíclicos de Penrose que reside a beleza da cosmologia.
👉 Minha visão: o eterno retorno na carne e na consciência
Depois de estudar, viver e atravessar experiências de todos os tipos — da filosofia à ciência, da espiritualidade ao sofrimento humano — chego à conclusão de que estou mais próximo de Roger Penrose.
Para mim, vivemos em um loop temporal. Tudo se repete, e pouca coisa realmente se altera. O universo se expande até o limite, retorna ao ponto de origem e recomeça. Assim também é a consciência: eterna, criadora, viajante do tempo.
Essa não é apenas uma ideia que li em livros — é fruto da minha própria aprendizagem e experiência pessoal com tudo que é coisa. Nas quedas, nos recomeços, nas visões espirituais e nas vivências do cotidiano, percebo que tudo é ciclo. A dor volta, mas também volta o amor. A sombra se repete, mas a luz também insiste em nascer.
Nietzsche chamou de eterno retorno. Eu chamo de a dança infinita da consciência. O universo gira, nós giramos com ele — e talvez o grande mistério seja aprender a viver sabendo que já estivemos aqui antes e que, de alguma forma, estaremos de novo: é também uma intuição espiritual sobre o lugar do humano no cosmos.
E você, o que acha? O universo nasceu do nada ou renasceu de outro cosmos? Acredita que vivemos apenas uma vez ou que estamos presos ao eterno retorno da criação? Deixe seu comentário no Factótum Cultural e participe dessa discussão cósmica.
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