Ao examinar as ciências humanas, especialmente a psicologia, percebo que a maioria  dos jovens busca obsessivamente o hedonismo e o  egocentrismo. Com o surgimento dos prazeres  imediatos proporcionados pela tecnologia, como, por  exemplo, a ‘internet’, que geram a dependência  digital e estimulam o comportamento compulsivo, é  possível compreendermos como algumas pessoas  ficam completamente presas mentalmente em  alguns vícios. 

Existe uma embriaguez intelectual que  dificulta a criatividade e a criticidade que poderiam  ser estimuladas nas comunidades, ou,  especificamente, nas academias de aprendizagem. 

A ausência de políticas educacionais que  incentivem a abordagem científica dos conhecimentos históricos produzidos nas áreas de  antropologia, filosofia, sociologia, pedagogia,  psicologia e arqueologia está afetando a juventude. 

Os interesses financeiros e políticos que  desrespeitam a diversidade e a inclusão estimulam  os historiadores a assumirem posições sociais e  profissionais, contra o retrocesso na evolução  natural do indivíduo na sociedade.  

O interessante nessa discussão é que,  quando a história pública percebe a oportunidade de  agir, ela oferece respostas adequadas para  deslegitimar essa falsa filosofia de uma existência  sem as bases da dignidade, alteridade e, sobretudo,  da moralidade.  

Assim, notamos uma batalha constante na  história pública, evidenciando os interesses do  cidadão comum ao diálogo com a sua postura  democrática, responsável e ética. De modo a facilitar  o processo de formação acadêmica e social, acredito que a presença da História Pública nas instituições  de ensino é crucial. O papel do profissional e  educador em História Pública é relevante para esse  tipo de serviço, visto que ele consegue agir  preventivamente e com foco em necessidades  específicas, criando um ambiente propício ao  desenvolvimento integral dos estudantes  universitários e à sua aprendizagem.  

A História Pública procura colaborar com a  comunidade acadêmica, considerando a  individualidade e o desenvolvimento da consciência  coletiva com base nos valores humanos,  estimulando uma reflexão ampla de um ser humano que, através da sua comunidade e cultura, possa  proporcionar a si e aos seus colegas a oportunidade de viver com identidade, repensando sempre a sua história e uma postura diante da realidade com total  consciência.

Adriano Nicolau da Silva, Psicoterapeuta, Neuropsicopedagogo e Neuroeducador. Graduado em Psicologia e Filosofia. Especialista nas áreas de educação e clínica. Uberaba, MG. Colunista do Factótum Cultural. E-mail: adrins@terra.com.br.

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