por Adriano Nicolau da Silva

Ao examinar as ciências humanas, especialmente a psicologia, percebo que a maioria dos jovens busca obsessivamente o hedonismo e o egocentrismo. Com o surgimento dos prazeres imediatos proporcionados pela tecnologia, como, por exemplo, a ‘internet’, que geram a dependência digital e estimulam o comportamento compulsivo, é possível compreendermos como algumas pessoas ficam completamente presas mentalmente em alguns vícios.
Existe uma embriaguez intelectual que dificulta a criatividade e a criticidade que poderiam ser estimuladas nas comunidades, ou, especificamente, nas academias de aprendizagem.
A ausência de políticas educacionais que incentivem a abordagem científica dos conhecimentos históricos produzidos nas áreas de antropologia, filosofia, sociologia, pedagogia, psicologia e arqueologia está afetando a juventude.
Os interesses financeiros e políticos que desrespeitam a diversidade e a inclusão estimulam os historiadores a assumirem posições sociais e profissionais, contra o retrocesso na evolução natural do indivíduo na sociedade.
O interessante nessa discussão é que, quando a história pública percebe a oportunidade de agir, ela oferece respostas adequadas para deslegitimar essa falsa filosofia de uma existência sem as bases da dignidade, alteridade e, sobretudo, da moralidade.
Assim, notamos uma batalha constante na história pública, evidenciando os interesses do cidadão comum ao diálogo com a sua postura democrática, responsável e ética. De modo a facilitar o processo de formação acadêmica e social, acredito que a presença da História Pública nas instituições de ensino é crucial. O papel do profissional e educador em História Pública é relevante para esse tipo de serviço, visto que ele consegue agir preventivamente e com foco em necessidades específicas, criando um ambiente propício ao desenvolvimento integral dos estudantes universitários e à sua aprendizagem.
A História Pública procura colaborar com a comunidade acadêmica, considerando a individualidade e o desenvolvimento da consciência coletiva com base nos valores humanos, estimulando uma reflexão ampla de um ser humano que, através da sua comunidade e cultura, possa proporcionar a si e aos seus colegas a oportunidade de viver com identidade, repensando sempre a sua história e uma postura diante da realidade com total consciência.

Adriano Nicolau da Silva, Psicoterapeuta, Neuropsicopedagogo e Neuroeducador. Graduado em Psicologia e Filosofia. Especialista nas áreas de educação e clínica. Uberaba, MG. Colunista do Factótum Cultural. E-mail: adrins@terra.com.br.
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