por Adriano Nicolau da Silva

Atualmente, com os estudos avançados sobre o cérebro humano, é de se notar que nunca na história tivemos tanto conhecimento do seu funcionamento como hoje, o fascínio é imenso e complexo. O questionamento do inquestionável, os enigmas complexos, compreender quando Einstein indaga se Deus joga xadrez, entender se uma árvore, ao cair numa floresta, faz barulho na ausência do homem. A presença de um observador é necessária para a existência ou ao contrário? Sempre haverá uma realidade independentemente do observador? Você é confiante, reflexivo e corajoso mentalmente e presta serviços na área da sua orientação profissional para as organizações?
É possível, com a tecnologia, transferir o funcionamento mental humano para um robô, visando conhecer outras realidades de trabalho? E o nosso cérebro? Aprendemos muito sobre esse assunto ultimamente, mas ainda não conseguimos compreendê-lo completamente. Temos uma ideia de como alguém, através do seu comportamento, expressa empatia, solidariedade, pensamento analítico e se comunica claramente no grupo, participando e energizando todos no ambiente de trabalho. Ainda há muito o que pesquisar e estudar entre a relação da emoção como os sentimentos de medo, nojo, raiva, alegria, felicidade e as atitudes otimistas articulados com a determinação e disciplina.
É interessante destacar a constante transformação do cérebro na adaptação aos desafios impostos pela realidade de trabalho e a principal razão da neuroplasticidade é o nosso agir e adaptar ao meio. E muitas vezes a nossa zona de conforto é ameaçada pela insegurança, ansiedade e medo de não conseguir praticar o nosso poder mental e sentirmos traídos. Somos absolutamente responsáveis por nossas mentes. A estimulação adequada é necessária para o pleno desenvolvimento. Promover brainstorming, a intuição, mapeamento mental, pensamento visionário, relaxamento físico e mental são ferramentas importantes que podem ser usadas na nossa vida diária.
A capacidade de desenvolver emparelhamentos mentais como um estímulo neutro ou discriminativo, criando novos projetos mentais de auto reforço continuo e intermitente, está levando o comportamento a realizar tarefas com qualidade de desempenho. Reestruturações cognitivas, baseadas no questionamento das crenças e dos pensamentos, são exercícios que provocam incertezas tornando a pessoa mais atenta à concepção simples e à realidade complexa. Perceber os estímulos desencadeadores com serenidade, interpretar e instrumentalizar para obter resultados, são atos de coragem e determinação para o sucesso.
Apesar de uma atitude ser criticada, incompreendida e não ser aceita, a vontade criativa de projetar-se na mente vai desafiar o seu conforto em adquirir conhecimento e informação. Essa curiosidade nos levará ao espanto, como afirmava Platão, para novas descobertas e práticas profissionais.
E você? Tem conseguido acionar a mente para uma vida cheia de realizações? Como administra as demandas cerebrais dos hemisférios racionais e emocionais? Você está satisfeito com o seu desempenho ou ainda precisa descobrir certas competências?
Como vimos, o ponto principal do texto é apresentar múltiplas questões para a reflexão e motivar novas descobertas, promovendo a criação, baseada no pensamento e a atitude otimista, favorecendo o bem comum de todos envolvidos no contexto.
“Talento é acertar um alvo que ninguém acerta. Genialidade é acertar um alvo que ninguém vê. ” (Arthur Schopenhauer)

Adriano Nicolau da Silva, Psicoterapeuta, Neuropsicopedagogo e Neuroeducador. Graduado em Psicologia e Filosofia. Especialista nas áreas de educação e clínica. Uberaba, MG. E-mail: adrins@terra.com.br. Colunista do Factótum Cultural.
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