Livro do neurocientista Judson Brewer explica a origem do transtorno — e mostra estratégias para combatê-lo.

O Brasil é o país mais ansioso do mundo. São 18,6 milhões de ansiosos – 9,3% da população, segundo a OMS. Apesar da prevalência, a ansiedade continua sendo um fenômeno nebuloso, em certos aspectos. É difícil diagnosticá-la, já que se manifesta de maneiras diferentes. Tratá-la é ainda mais complicado. Pior: por muito tempo, o tema foi tabu até na ciência. Foi só a partir dos anos 1990 que os estudos começaram a explorar de fato a ansiedade.

O neurocientista Judson Brewer, autor do livro Desconstruindo a Ansiedade, especializou-se no tema. Na obra, ele explica que a ansiedade é fruto de um bug em nosso cérebro, que se divide em dois. O primeiro, instintivo, é “antigo”: evoluiu para que sintamos medo, o que nos mantém longe de perigos. O segundo (o córtex pré-frontal) é “novo”, exclusivo dos humanos. É a parte racional, capaz de planejar em longo prazo, a partir de dados. 

Mas as duas não se comunicam tão bem. Diante de algum problema, o córtex imagina situações hipotéticas para analisar as melhores saídas. A parte primitiva do cérebro, porém, acaba “escutando” os cenários mais pessimistas e liga o modo pânico.

Para aliviar a sensação, recorremos a gatilhos de prazer imediato: comida, álcool, drogas – que agem sobre o cérebro primitivo, e se tornam vícios.

O livro explica a ansiedade a partir de estudos científicos – e também mostra alguns truques eficazes contra ela. No trecho a seguir, o autor explica o que não funciona. 

Acesso a reportagem na integra, clique aqui.

Você S/A. 3.8.2022.

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