por Adriano Nicolau da Silva

Resumo  

O presente folder é resultado de uma pesquisa literária a partir de estudos realizados em  livros e artigos envolvendo o assunto. Este apresenta o tema inteligência emocional no  desempenho profissional dos colaboradores. Nota-se que pessoas que a utilizam, são bem sucedidas no trabalho, na vida familiar e na sociedade. Ao colocar em prática no dia a dia  esta aquisição de comportamento, o profissional se destaca em seu desempenho com grandes  perspectivas de se tornar líder de equipe. 

Palavras-chave: Inteligência. Emoção. Comportamento.  

1 INTRODUÇÃO  

Segundo o representante da inteligência emocional, o psicólogo e jornalista Daniel  Goleman, a pessoa ao desenvolver tal competência, poderá se sobressair na profissão  escolhida. Ao perceber as próprias emoções e as dos colegas, o comportamento se ajusta  segundo a realidade. A inteligência emocional poderá ser adquirida com a tomada de  consciência e o treino constante da autoconsciência, autocontrole, sociabilização, empatia e  automotivação, facilitando o relacionamento interpessoal.  

[…] Em 1990, quando era repórter de ciência no The New York Times, topei com  

um artigo em uma pequena revista acadêmica escrito por dois psicólogos, John  

Mayer, hoje na Universidade de New Hampshire, e Peter Salovey, de Yale. Meyer e  

Salovey apresentaram a primeira formulação de um conceito que chamaram de  

“inteligência emocional”. Naquela época, a proeminência do QI como critério de  

excelência na vida era inquestionável; discutia-se acaloradamente se ele estava  

inscrito em nossos genes ou se era alcançado pela experiência. Porém, eis que surge,  

de repente, uma nova forma de pensar sobre os ingredientes do sucesso na vida.  

Fiquei entusiasmado com o conceito, que usei como título deste livro em 1995  

(GOLEMAN, 2005). 

2 A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E DESEMPENHO PROFISSIONAL 

A inteligência emocional poderá ser compreendida como a habilidade desenvolvida  em delinear e aplicar as emoções de forma holística e eficiente ao reconhecer as próprias  emoções e alheias (Salovey & Mayer, 1990). Na contemporaneidade a inteligência emocional  é imprescindível para o desenvolvimento pleno das competências profissionais, sociais e  familiares. A inteligência emocional, de acordo com Goleman (1998) é a “capacidade de  identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos, e de gerir bem  as emoções dentro de nós e nossos relacionamentos”. Ao vivenciar o exercício da descoberta  

interna acontece o processo do encontro com o “eu”, que estava entorpecido pelas vivências  negativas e traumáticas. Em contrapartida, surge o despertar para os novos sentimentos, a  evolução natural e espontânea do ser autêntico. Neste sentido, com o exercício empírico  (observacional), existe uma admiração daqueles que investem e conseguem obter resultados  em suas vidas de uma maneira brilhante. Passam a se comportar com sabedoria, colocando em  prática o autoconhecimento, favorecendo a fluidez nos encontros inter e intrapessoais. A  inteligência emocional estimula as pessoas a desenvolverem em vários aspectos, tornam-se  resilientes, amigáveis, pacientes, generosas, sinceras, alegres, confiáveis, felizes, satisfeitas,  equilibradas, serenas, esperançosas, ponderadas, assertivas e criativas. Em estudos recentes  envolvendo a ciência do comportamento humano e a neurociência cognitiva-emocional,  apontarão várias razões que motivam e desmotivam um trabalhador. À medida que as pessoas  vão vivenciando conflitos e atingindo maturidade, tendem a ser mais hábeis em controlar seus  sentimentos. A capacidade de compreender e controlar as próprias emoções são de vital  importância nas relações humanas, melhorando automaticamente o humor. Não depende  somente dos investimentos acadêmicos da pessoa, mas sim, do modo como os utiliza e isto é  compreendido através de como ela faz e quais são as sensações corporais e mentais diante da  ação. A inteligência emocional de um colaborador na organização de trabalho, mede-se pela  sua capacidade de relacionar-se com o conjunto sempre crescente de experiências, amizades e  responsabilidades. Acredita-se que o autocontrole, resultante da inteligência emocional e do  autoconhecimento, o hábito da crítica aos próprios pensamentos e padrões estabelecidos  aumentam o período de pré-reação, possibilitando ao indivíduo basear suas decisões,  principalmente nos picos de tensão, sendo como um líder lidando com seus funcionários ou  mesmo na vida pessoal (Cunha, 2016). 

[…] A inteligência emocional envolve a capacidade de perceber  

acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de  

perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a  

capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a  

capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e  

intelectual. (Mayer & Salovey, 1997, p. 15). 

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Concluindo, a inteligência emocional é fundamental para o desempenho profissional,  facilitando a criatividade, motivação e a intuição nos processos de trabalho. As pessoas que a  desenvolveram sentem-se engajadas no trabalho, assim como, o significado dele em suas  vidas, obtendo-se o prazer de evoluir e proporcionar oportunidades para o outro crescer  integralmente.  

4 REFERÊNCIAS 

CUNHA, F. A importância da inteligência emocional no contexto organizacional: Inovação e  Propriedade Intelectual. Rio de Janeiro, 2016. 

GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser  inteligente – Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a  Inteligência Emocional, Rio de Janeiro, Ed. Objetiva.1998. 

Mayer, J. D., & Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence? In P. Salovey & D.  Sluyter (Eds.), Emotional development and emotional intelligence: Implications for  educators (pp. 3-31). New York: Basic Books. 

Salovey, P. & Mayer, JD (1990). Inteligencia emocional. Imaginação, Cognição e  Personalidade, 9(3), 185-211. doi:10.2190/DUGG-P24E-52WK-6CDG

Adriano Nicolau da Silva, Psicólogo e Psicoterapeuta. Licenciado em Psicologia e Filosofia, graduado em Psicologia e  especialista nas áreas de educação e clínica. Uberaba, MG. E-mail: adrins@terra.com.br.

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