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9 livros que vão marcar sua vida 

Olá, Leitor, tudo bem?

Você já sabe que eu acredito firmemente no poder transformador da leitura. 

Gosto sempre de enfatizar que ler abre portas e, justamente por isso, não hesitei em aceitar o convite da Gabriela Prioli para participar do fascinante projeto que é o Clube do Livro.

Acredito que a leitura seja essencial para o nosso desenvolvimento e para a compreensão da sociedade em que vivemos.

Por isso, venho aqui compartilhar algumas obras que podem ajudar você a fazer de 2022 um ano de muito aprendizado e evolução.

Vale lembrar que os livros a seguir foram escolhidos a dedo por mim e pela Gabriela Prioli, para integrarem o Clube do Livro 2022. 

Mesmo que você não consiga juntar-se a nós no Clube deste ano, fica aqui meu conselho: leia as obras listadas abaixo. Elas irão mudar a forma como você dialoga consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

A mente moralista, de Jonathan Haidt

Haidt é um psicólogo social que estuda a moral humana. Nesta obra, ele compartilha as descobertas feitas em mais de 25 anos de estudos e mostra como os julgamentos morais não surgem no campo racional, mas sim emocional.

“A mente moralista” é um livro que auxilia no entendimento da polarização e da falta de diálogo que marcam as sociedades contemporâneas.

Galileu e os negadores da ciência, de Mario Livio

A história de Galileu Galilei é um terrível antecedente do que vivemos hoje, por exemplo, no que se refere à crise climática ou ao combate à Covid-19. 

A Ciência, mais uma vez, é equivocadamente questionada e ignorada. Quatrocentos anos atrás, Galileu enfrentou o mesmo problema: suas descobertas, baseadas em observação cuidadosa e experimentos engenhosos, contradiziam o senso comum e os ensinamentos da Igreja Católica. Como retaliação, em um ataque direto à liberdade de pensamento, seus livros foram proibidos pelas autoridades.

Pensador livre que seguia as evidências, Galileu foi uma das figuras de maior destaque da Revolução Científica. Acreditava que toda pessoa deveria aprender Ciência, assim como Literatura, e insistia em buscar o maior público possível para suas descobertas.

Galileu foi julgado por se recusar a renegar suas convicções científicas. Ficou para a história como um herói e uma inspiração para cientistas e para todos aqueles que respeitam a Ciência ― e que, como o autor Mario Livio nos lembra, seguem ameaçados até hoje.

Algoritmos de Destruição em Massa, de Cathy O’Neil

Esse livro oferece um interessante olhar sobre como os algoritmos estão regulando a vida das pessoas.

Não há como negar que vivemos na Era do Algoritmo. Cada vez mais, as decisões que afetam nossas vidas (onde estudamos, se obtemos ou não um empréstimo, quanto pagamos pelo seguro-saúde) estão sendo tomadas por modelos matemáticos. 

Em teoria, isso deveria nos conduzir para um mundo mais justo: todos são julgados pelas mesmas regras, e o preconceito é eliminado.

No entanto, como a autora Cathy O’Neil revela nesse livro, a verdade é justamente o contrário: os modelos usados hoje são opacos, não regulamentados e incontestáveis, mesmo quando estão errados. 

O mais preocupante é que eles reforçam a discriminação: se um estudante pobre não consegue obter um empréstimo porque o modelo matemático o considera muito arriscado (graças ao endereço onde mora), ele também é recusado na universidade que poderia tirá-lo da pobreza. 

Os algoritmos criam uma espiral discriminatória. Os modelos amparam os privilegiados e punem os oprimidos, criando um “coquetel tóxico para a democracia”.

O naufrágio das civilizações, de Amin Maalouf

Os Estados Unidos, embora continuem sendo a única superpotência, estão perdendo toda a autoridade moral. A Europa, que ofereceu à humanidade a ambiciosa e reconfortante União Europeia, está desmoronando.

O mundo árabe-muçulmano mergulha numa crise profunda, agravada por um islamismo cada vez mais radical.

As tensões identitárias, em grande parte fomentadas pelas ondas nacionalistas, nunca foram tão exacerbadas.

Grandes nações “emergentes” ou “renascidas”, como a China, a Índia e a Rússia, surgem no palco mundial marcadas por ambientes em que reina a lei do mais forte e do cada um por si.

Nesse livro abrangente e poderoso, Maalouf atua como espectador e escritor, às vezes recontando eventos importantes dos quais foi uma das raras testemunhas oculares, destacando-se como historiador acima da própria experiência.

Por mais de 50 anos, Maalouf viajou pelos quatro cantos do mundo e esteve presente em momentos únicos da História: o final da Guerra do Vietnã, o advento da República Islâmica do Irã, o dia em que as Torres Gêmeas vieram abaixo…

Aprender a viver: Filosofia para os novos tempos, de Luc Ferry

O que é a Filosofia? Para que ela serve? Durante uma viagem, amigos pediram que Luc Ferry improvisasse um curso no qual respondesse a estas perguntas de forma clara e acessível para pais e filhos leigos no assunto.

Sem tempo de recorrer a bibliografias, o filósofo viu-se obrigado a ir diretamente ao essencial, sem utilizar palavras complicadas, citações eruditas ou teorias desconhecidas dos ouvintes. 

No decorrer das aulas, Ferry percebeu que não existia nas livrarias nada equivalente ao curso que estava elaborando. 

“Aprender a Viver” é o resultado daquelas reuniões agradáveis. Apesar de ser uma iniciação à Filosofia, o livro não abre mão da riqueza e da profundidade das ideias filosóficas, oferecendo muito mais que uma leitura superficial de textos fundamentais para o entendimento do mundo. Luc Ferry leva o leitor a entender o sentido profundo das grandes visões de vida que marcaram a história do pensamento.

Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. 

O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai e a irmã, temendo o inferno. No entanto, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. 

Em uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. 

Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.

“Hibisco roxo” é uma leitura que incomoda porque nos tira da zona de conforto e nos desloca daquilo que é natural para a cultura em que vivemos.

O avesso da pele, de Jeferson Tenório

Pensar o mundo para além da nossa perspectiva é essencial para a formação da empatia e conhecimento da sociedade em que vivemos.

“O avesso da pele” narra a história de Pedro, que, após a morte do pai, assassinado numa desastrosa abordagem policial, busca resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. 

Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido. Faz ainda um denso relato sobre as relações entre pais e filhos.

O que está em jogo é a vida de um homem abalado pelas fraturas existenciais da sua condição de negro em um país racista, um processo de dor, de acerto de contas, mas também de redenção, superação e liberdade.

Sociedade do cansaço, de Byung-Chul Han

Depressão, síndrome do impostor, transtornos de personalidade, hiperatividade, burnout… É difícil pensar nos últimos anos, sem associá-los a alguma doença mental.

Essas doenças são apenas alguns dos efeitos colaterais causados pelos discursos motivacionais e a ideologia da positividade, conceitos que vêm crescendo desde o início do século XXI e não mostram sinais de desaquecimento.

Em “Sociedade do cansaço”, Byung-Chul Han mostra que a sociedade disciplinar e repressora do século XX perde espaço para uma nova forma de organização: a violência neuronal. 

As pessoas se cobram cada vez mais para apresentar resultados – tornando-as vigilantes e carrascas de suas ações. 

Em uma época quando poderíamos trabalhar menos e ganhar mais, a ideologia da positividade opera uma inversão perversa: submetemo-nos a trabalhar mais e a receber menos. E essa onda do ‘eu consigo’ e do ‘yes, we can’ tem gerado um aumento significativo de doenças.

Como o atual modelo de produção e os discursos motivacionais prejudicam o desempenho das pessoas e afetam a vida na modernidade? Esse livro traz reflexões densas e necessárias para pensarmos o rumo do século XXI.

O Anel de Giges, de Eduardo Giannetti

Quem é você quando ninguém está olhando?

A fábula de Giges, presente no segundo livro da República de Platão, na qual um camponês encontra um anel capaz de lhe conceder o poder da invisibilidade, é o tema deste livro de Eduardo Giannetti.

Nesta obra, Giannetti analisa o comportamento humano quando se vive sem impedimentos ou censura social e convida-nos a pensar a natureza de nosso comportamento para além de leis e amarras morais.

“O anel de Giges” encoraja o leitor a desconfiar de si mesmo e a se questionar sobre suas atitudes enquanto espectador da própria vida: o que você faria se o anel chegasse às suas mãos?

Gostou das dicas,Leitor?

Garanto a você que essas obras são ferramentas valiosas para quem busca sair da zona de conforto e conhecer novas perspectivas de mundo.

Se os livros interessaram a você, Leitor, que tal juntar-se a mim e à Gabriela no Clube do Livro?

Além de compartilhar suas impressões sobre essas obras com outros alunos, você também terá acesso a aulas e lives exclusivas em que eu e Gabriela comentaremos sobre os livros lidos.

Ainda dá tempo de garantir a sua vaga no Clube! Para conferir mais detalhes, clique no link abaixo:

QUERO CONHECER O CLUBE DO LIVRO

Lembre-se: as vagas são limitadas e as inscrições abrem-se apenas uma vez ao ano.

Excelente leituras e nos vemos em breve!

Um grande abraço,

LK e Equipe K. 12.5.2022.

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