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Cop 26: as expectativas diante da crise global

Por Matheus Lucca

COP26 estréia em meio a altas expectativas e apelo por ação ambiciosa | As  Nações Unidas no Brasil

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26) está sendo realizada na Escócia, com o objetivo de estabelecer metas internacionais para combater os avanços do aquecimento global. é possível acompanhar cada vez mais as crises que ocorrem em todo o planeta decorrentes de incêndios, desmatamentos, crises hídricas, como consequência dos avanços das alterações climáticas que cada vez mais estão sendo provocadas sumariamente pela atitude do homem. Cerca de 196 países estão participando das discussões para organizar cenários e fixar objetivos comuns na obtenção de um acordo global em prol do desenvolvimento junto com a sustentabilidade, com centenas de chefes de Estados, cientistas, ativistas, membros de governo, reunidos na tentativa de reduzir o aumento das temperaturas globais e fixar metas globais.

A conferência atual visa trazer mais ambições ao plano global de traçar compromissos, metas e ações, após a assinatura do tratado do Acordo de Paris em 2015. Este acordo visa limitar o aumento da temperatura do planeta em 2,0ºC, até 2100 na tentativa de limitar as ocorrências diante do aquecimento global. Para isso, ficou acordado que os países se esforçariam para limitar o aumento da temperatura no planeta. Acontece que o acordo estabelecido em 2015 não trouxe as soluções adequadas e totalmente necessárias para que suspenda os efeitos causados pelas mudanças climáticas.

No mais, a tentativa da COP26 é evitar que o planeta aumente a temperatura de 1,5ºC para evitar grandes catástrofes. Caso a temperatura aumente em 2ºC, por exemplo, o recife de corais poderá praticamente desaparecer. Ou seja, a diminuição da temperatura fará com que preserve não só a natureza, mas a vida na terra, segundo dados do IPCC.

Com isso, um dos objetivos seria cortar as emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gerador dos efeitos do gás estufa, que são liberados na atmosfera através da queimada de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, causando grandes impactos globais.

A missão é abranger o máximo de metas possíveis e ações claras com objetivos centrais na tentativa de controlar as ameaças presentes. Os efeitos do aquecimento global geram graves desequilíbrios climáticos, como a elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, o que tornaria impossível a vida em diversas cidades do litoral. Além de graves incêndios decorrentes das secas e como consequência crises hídricas. Ou seja: a natureza está em constante equilíbrio, mas quando avança as ações que colocam em risco a existência da vida ou a quebra desse ecossistema, uma série de perigos pode tornar irreversível os danos causados.

A Conferencia de 2021, dentre as metas a serem discutidas, há uma expectativa de criação de um fundo de US$ 100 bilhões dos países desenvolvidos, com destinação aos países em desenvolvimento, na criação e transformação de uma agenda de energia limpa, para que não sejam completamente afetados economicamente, além da criação de um mercado para regular a emissão de carbono. Isso visaria diminuir os impactos climáticos, pois os países que estão em desenvolvimento, acabam tendo mais implicações por conta dos desastres climáticos.

Portanto não basta apenas criação de metas ou conferencias e acordos, é necessário que se tenha o devido compromisso humanitário entre as nações para que ocorra uma verdadeira modificação no estilo de vida, na economia e uma mudança séria em como se utiliza os recursos naturais e a exploração destes. Uma agenda deve ser pautada na ambição drástica, transparente e esclarecedora, pois o tempo está passando e as mudanças climáticas inviabilizará a existência no planeta. Há a necessidade de m verdadeiro pacto global internacional baseado na sobrevivência da vida e no respeito com o meio ambiente.

Matheus Lucca, Acadêmico do curso de Direito na Uninove, com experiência em Direito Constitucional, Administrativo e Ambiental.

Os artigos publicados, por colunistas e articulistas, são de responsabilidade exclusiva dos autores, não representando, necessariamente, a opinião ou posicionamento do Factótum Cultural.

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