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Como saí do CLT para não retornar: dicas práticas para quem quer rever a própria carreira

Segunda-feira é dia de que mesmo? Por aqui, de Newsletter de segunda, mas com aquele conteúdo de primeira feito com todo carinho!

Direto, recebo dúvidas que vão desde assuntos relacionados à minha formação – para quem não sabe, eu realmente sou formada pela PUCRS em Escrita Criativa – à carreira, como: primeiros freelas, portfólio, primeiros clientes, marca pessoal, afins.

Como tempo é o maior ativo que temos – e estamos “gastando” ele aqui neste momento, por exemplo –, quero usar desse espaço da melhor forma. Por isso, a partir de agora, estarei trazendo as principais dúvidas que recebo para cá!

Agora, vamos ao texto de hoje?

Não lembro em que momento a gente passa a aceitar a exaustão física e psicológica como um sinal de bom trabalho.

Aceitamos o cansaço como fator de dedicação, e a falta de vida pessoal como um avanço profissional. Eu mesma assumo que já fiz muito isso, situação que fez com que a minha saúde – que já não é das melhores – fosse um detalhe a ser esquecido todos os dias.

Por essas e por outras razões que, quando encerrei meu último contrato de CLT, decidi não voltar mais. Era uma vontade que já tinha há tempos, mas, com um incentivo da vida, consegui decidir mais rápido.

A conversa de hoje é justamente para falarmos sobre essas tomadas de decisões: como se preparar para isso, construir relações que vão te ajudar nisso e, enfim, poder tomar as próprias decisões. É para você que, hoje, está no trabalho formal, mas deseja tomar os rumos que bem entender.

Abaixo, listei os primeiros passos que dei para trilhar meu caminho até chegar aqui.

Bora lá?

Se você não disser quem você é e o que faz, ninguém saberá

Primeira coisa: as pessoas sabem o que você faz? Não quero dizer no horário de trabalho normal, das oito às seis, não é isso. Quero saber se as pessoas realmente sabem o que você faz, ou, quando falam sobre você, a resposta é “essa pessoa é gerente”, “é analista”, por exemplo. Se for, nós precisamos rever isso aí.

Muito mais do que o cargo que você ocupa, é importante saber o que você faz (ou faria) fora deste ambiente de trabalho.

Você é bom em vendas, em escrita, em raciocínio lógico, em quê?

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Independentemente do cargo que você venha a ocupar, saber disso fará com que você crie uma segurança maior para seus futuros projetos. Dizer que é “gerente” não especifica exatamente em que área você atua, mas, sim, o cargo.

Por essas e por outras que é tão importante ter um perfil atualizado, com informações relevantes acerca da sua área de atuação. Fazer isso não significa que, necessariamente, você está procurando outro emprego.

Você pode estar procurando outro emprego, pode estar querendo apenas consolidar o seu nome na sua área, valorizar seus serviços. Enfim, as possibilidades dessas atualizações são infinitas, e você sabe, melhor que ninguém, o porquê deseja isso.

Ah! E se a sua empresa pressionar você a excluir o seu perfil ou deixar de utilizá-lo, repense, certo? Essa relação não é nem um pouco saudável.

Agora você deve estar se perguntando: de que forma, afinal, você pode fazer isso. Por isso,

Invista no seu marketing pessoal

Quando se fala em marketing pessoal, relaxa que ninguém está dizendo para você virar um profissional de marketing, rs. Fazer marketing pessoal significa que, independentemente da sua área, você saberá promover as suas habilidades a fim de se tornar uma referência dentro do assunto que escolher.

Para isso, procure criar conteúdos dentro da sua área. Dê dicas sobre assuntos que você domine para profissionais da sua área, traga pesquisas e discussões realmente pertinentes às redes em que você for atuar.

Com marketing pessoal, você pode utilizar do meio digital não apenas para entretenimento, mas também para divulgar seus conteúdos e, assim, atrair atenção do seu público – lembrando que, em muitos casos, esse público podem ser recrutadores ou, ainda, futuros parceiros de trabalho!

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É uma excelente oportunidade de você começar a divulgar o que faz e, assim, ter mais oportunidades de trabalhos interessantes!

Conheça seus colegas de trabalho fora da empresa

Sim, isso mesmo! Assim como você, seus colegas não existem apenas no horário comercial. E, assim como você também, muitos deles podem possuir habilidades e competências complementares às suas.

A partir do momento que você deixa claro quais são os trabalhos que faz e procura construir boas relações com seus colegas, a chance de você ser chamado para um trabalho extra ou, pelo menos, indicado, é enorme!

Eu errei muito no início da minha trajetória ao aceitar trabalhos em plataformas que não pagam pela qualidade do trabalhador, mas, sim, por leiloar o “profissional mais barato” para fazer o serviço. Além de ser um desrespeito com o tanto que você trabalhou para chegar a um bom nível de execução, eles não estão nem aí, em muitos casos, para a qualidade, mas, sim, pelo que cobra menos para fazer o básico.

Salvo algumas plataformas como a Rock Content, que possui bons critérios para escolher seus colaboradores e não leiloa vaga para o mais barato, conheço poucas que sejam assim também.

E aí, novamente, voltamos ao marketing pessoal! Para fugir dessas ciladas, segue a importância de um bom perfil para que, quem for contratá-lo, depare-se com bons conteúdos dentro da área que você se propõe a atuar.

Essa é uma maneira de você ser chamado por pessoas que realmente estão te contratando, acima da preocupação com valor, pela qualidade do seu trabalho.

Sobre a captação de clientes: valorize-se e eles virão!

Você compra o curso de alguém que não conhece? Contrata, geralmente, o serviço de alguém que nunca ouviu falar ou sequer recebeu uma indicação?

Normalmente não. Qualquer pessoa que você segue aqui no LinkedIn, por exemplo, e quiser contratar para um serviço, o mínimo que fará é olhar o perfil para ver se as informações são suficientemente boas para o serviço que você deseja contratar.

A recíproca é verdadeira. Se você quer trabalhar com produção de conteúdo, fale sobre isso no seu perfil. Conheça pessoas que falem sobre também e se relacione com elas.

Entenda que as redes, para quem sabe utilizá-las, podem ser um portfólio tão qualificado que quase se dispensa a necessidade de um currículo.

E vale lembrar: não é do dia para a noite!

Eu postava de forma irregular no LinkedIn. A partir do momento em que decidi tomar esse novo rumo para a minha vida, aumentei mais ainda a frequência aqui na rede.

Ao produzir semanalmente conteúdos que realmente podem ter um valor à vida das pessoas que os leem – nada de falso engajamento, certo? –, a minha rede quase que duplicou em pouco mais de um mês. As propostas também.

O tal do algoritmo, sabe? Ele valoriza quem se preocupa em trazer valor às suas conexões.

Por isso, se você está na carteira assinada e deseja sair, ou apenas se consolidar mais como profissional independentemente da empresa em que trabalha, vale a pena tirar um tempinho especial para se engajar por aqui.

E, mesmo assim, não sei por onde começar!

As dicas para dar, desde já, os primeiros passos rumo à sua independência, de forma prática, estão neste artigo e em outros que já escrevi por aqui.

Mas que tal, então, como disse lá no início, dividir suas dúvidas comigo? Criei um questionário – ô palavra que já dá vontade de sair correndo, não é mesmo, rs? – super rápido. E é anônimo, tá?

Para deixar suas principais dúvidas e ideias, basta clicar aqui! Vou adorar receber sua resposta, de coração!

Te encontro no questionário e segunda que vem? 💛

Por Mariana Santa Ritta. Linkedin. 22.3.2021.

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Um Amante do Conhecimento e com o desejo de levá-lo aos Confins da Galáxia !!!

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