Por Marcela Wengerkiewicz

Ignorância do ser humano
É acreditar que possui o tempo
Não o temos.
Contudo, ele nos detém
O tempo ensina, ameniza e também nos parte
Senhor de uma via só, até então
Nos faz de marionetes
De joguetes
Que por puro ego
Acreditam poder driblar seu mestre
Não.
Não podemos.
O tempo leva a tudo
E a todos
E sempre achamos
Que teríamos uma chance a mais
Um beijo a mais
Um abraço
Um sorriso
Um amor
Um tempo a mais.
Na sua teia infindável
Tomos somos subordinados
Ao seu prazer
E ele faz o mundo girar
Em piruetas sem sentido
Fazendo caminhos
Se cruzarem
Inesperadamente
Em tardes frias
De fim de inverno
E continua girando
E os caminhos se entrelaçam
Viraram nós
E o tempo jogou os dados
E mudou as regras
Esgotou-se.
Exclui-se todo
O tempo futuro.
É só o agora
Efêmero
Quase inexistente já.
E então, é só passado.

Marcela Wengerkiewicz é Graduada em Letras português/inglês pela Universidade Estadual do Paraná, Campus de União da Vitória. Servidora do Ministério Público do Estado do Paraná. Contista do Factótum Cultural.
Os artigos publicados, por colunistas e articulistas, são de responsabilidade exclusiva dos autores, não representando, necessariamente, a opinião ou posicionamento do Factótum Cultural.






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