A primeira consulta com o psiquiatra é mais demorada porque é feito um tipo de entrevista com o paciente, chamada de anamnese – Foto: Divulgação

Mudanças de humor abruptas, problemas para dormir e mudanças no apetite, entre outros, são fatores que indicam a necessidade de consultar um profissional.

Ao sentir qualquer incômodo físico, a reação mais comum é procurar um médico ou hospital para descobrir se algo está errado no organismo. Porém, a saúde mental não é interpretada da mesma forma e acaba sendo negligenciada.

Isso acontece porque sintomas de transtornos mentais podem ser mais difíceis de identificar por estarem mascarados ou acompanhar sintomas físicos, de acordo com o livro “A Entrevista Psiquiátrica na Prática Diária”. Por isso, a presença de um psiquiatra é tão importante quanto a de qualquer outro especialista médico.  

Confira qual é a função desse profissional e quando se deve procurar por um tratamento.

Função de um psiquiatra

A função de um psiquiatra é diagnosticar, tratar, prevenir e reabilitar pacientes que apresentam qualquer tipo de distúrbio mental, sejam eles orgânicos ou funcionais. Alguns exemplos mais comuns são a depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar.

Sendo assim, o principal objetivo do psiquiatra é oferecer bem-estar psíquico para seus pacientes, aliviando o sofrimento e trazendo mais saúde mental para o dia a dia.  

Para oferecer um tratamento mais completo, é comum que o psiquiatra trabalhe em conjunto com outros profissionais da saúde, como neurologistas, psicólogos e psicanalistas.

Diferença entre psiquiatra e psicólogo

O psiquiatra é o profissional graduado em medicina e com residência em psiquiatria. Ele pode realizar diagnósticos e tratar transtornos mentais, como dependência química, depressão, bipolaridade, etc.  Além disso, pode se especializar em áreas específicas, como infantojuvenil, forense, psicogeriatria, psicoterapia, interconsulta em hospital geral, saúde mental da mulher, entre outras opções.

É importante destacar que apenas o psiquiatra pode prescrever medicamentos. O psicólogo não tem esse poder. Por sua vez, o psicólogo é o profissional graduado em psicologia. Sendo assim, ele pode utilizar técnicas de psicoterapia para tratar problemas de ordem psicológica ou comportamental.

Dependendo do problema enfrentado pelo paciente, o mais indicado é que os dois profissionais atuem em conjunto, como no caso de dependentes químicos, por exemplo.

Consulta com um psiquiatra

A primeira consulta com o psiquiatra é mais demorada do que uma visita a qualquer outro médico. Isso acontece porque é feito um tipo de entrevista com o paciente, chamada de anamnese. Nela, o psiquiatra faz perguntas sobre a vida da pessoa, os problemas pessoais e de saúde que ela enfrenta, entre outras questões importantes para o diagnóstico.

Por isso, é essencial que o paciente confie em seu psiquiatra e tenha um relacionamento honesto e sincero com ele. Assim, logo na primeira consulta, já serão apresentados histórico de saúde geral, lista de medicamentos utilizados, hábitos na rotina, histórico familiar, entre outras opções. Também é comum que o psiquiatra solicite alguns exames para complementar a anamnese e agendar um retorno para a próxima visita.

Necessidade de um psiquiatra

Vale conferir três sinais que indicam a necessidade de tratamento: Mudanças de humor abruptas. Algumas situações diárias podem influenciar negativamente o humor, uma discussão com o chefe, por exemplo. Não há nada de errado em sentir-se mal nesse caso, mas há necessidade de tratamento quando a pessoa não consegue controlar suas reações e sentimentos negativos em episódio como esse.

Estar sempre frustrado ou ter níveis de tolerância abaixo do normal podem ser sintomas de transtornos do humor; problemas para dormir e mudanças no apetite. Quando a insônia se torna constante, as atividades mais simples do dia a dia são prejudicadas.

A síndrome do pânico e transtornos de ansiedade estão ligados com a dificuldade para dormir. Só um psiquiatra saberá dar o diagnóstico correto. As mudanças no apetite também devem ser avaliadas por esse profissional, tanto a compulsão alimentar, quanto a perda de vontade de comer podem indicar algum tipo de transtorno; e dependência química.

Consumir drogas lícitas e ilícitas pode prejudicar a mente e o organismo de qualquer pessoa. Ao sentir esses efeitos e mesmo assim não conseguir parar o uso por conta própria, é necessário procurar ajuda profissional.

Fonte: https://clinicaliberty.com.br

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