Ir para conteúdo

Estas fotos perfeitas no Instagram também escondem estrias e celulites

A jornalista Danae Mercer mostra em duas fotos como a realidade tem muitas facetas.
A jornalista Danae Mercer mostra em duas fotos como a realidade tem muitas facetas.

A modelo e jornalista Danae Mercer tenta acabar com os mitos dos corpos perfeitos

No Instagram é comum tudo parecer maravilhoso: os planos, a vida das pessoas e até seus corpos. A modelo e jornalista norte-americana Danae Mercer, de 33 anos, está nesta rede social há algum tempo publicando fotos nas quais tenta demonstrar que a realidade às vezes está muito longe daquela narrativa em que tudo é perfeito, e que isso não significa que seja ruim. Uma imagem que mostra como o corpo de uma pessoa pode mudar dependendo da luz e da pose teve grande repercussão nos últimos dias, acumulando mais de meio milhão de curtidas desde 25 de junho.

View this post on Instagram

Insta vs reality — or LETS talk LIGHTING. Because that’s the main difference in these photos. In one, my bum is deliberately angled into the shadows. The softer light hides my cellulite and smooths most of my stretchmarks. It’s flattering. In the other, I’m just casually squatting (lol) beside the mirror. My hips and thighs are in the sunlight. Lumps and bumps are on show. There are a few posing differences (core tight, hips popped back, squeeeezzzinnnggg), but mostly this pic is about LIGHT working its magic. When I worked in magazines, we shot at sunrise or sunset. On most sets, there were people holding SUN DIFFUSERS and REFLECTORS to help create the perfect FLATTERING balance of shadow and light. The same thing happens on SOCIAL MEDIA, just in a different form. Most insta-models know EXACTLY how to POSE and work their angles. And they know LIGHTING too. Like how SIDE LIGHT, diffused from a window, is the most flattering for abs but usually pretty harsh on the face. It’s why you’ll often see a phone covering the face. Or how SHADOWS can gently eliminate certain LUMPS and BUMPS. All that is fine with me, honestly. It’s art and photography, and there is no shame in wanting to look FIERCE. But I also want to remind you about how SO MUCH on here is FILTERED. POSED. PERFECTED. And how you shouldn’t EVER COMPARE YOURSELF to a STRANGER on the internet. Because cowgirl, you’re just seeing their snapshots taken in PERFECT LIGHT. Your reality is a whole lot more varied, diverse, and human than that. It’s more perfectly imperfect. Real. Raw. And that’s a wonderful thing indeed. You got this. x #instavsreality #womenirl #womenshealth #popsugarfitness #instagramvsreality #posingtips #cellulite #strengthmarks

A post shared by Danae | Angles + Self Love (@danaemercer) on

Mercer mostra por meio de duas fotografias como a realidade tem muitas facetas. Na imagem à esquerda, com a luz certa e em uma pose forçada, parece que seu corpo não tem nenhuma marca e a pele é lisa e perfeita. No entanto, como ela própria conta e como se pode ver na foto à direita, a realidade é muito diferente. “A luz mais suave oculta minha celulite e suaviza a maioria das minhas estrias”, diz ela no post do Instagram. “Quero lembrá-los de como tudo tem um filtro aqui. Planejado. Aperfeiçoado.” Embora a jornalista, que trabalha como freelancer em diferentes mídias internacionais, esclareça que, para ela, não há nada errado em querer parecer bem, é importante “nunca se comparar com uma pessoa desconhecida da Internet”.

Esta é apenas uma das muitas imagens que Mercer publicou nos últimos anos em seu Instagram, que é seguido por mais de um milhão de pessoas, para abordar os cânones irrealistas da beleza e as inseguranças que causam. Em outro post, em que também mostra como a pose pode esconder algo tão natural como a celulite, ela enfatiza a necessidade de “mudar a conversa”. Segundo declara no post, nas redes sociais “as pessoas mostram seus melhores ângulos, seus momentos mais felizes e aquelas partes das quais se orgulham. Mas isso não é humano. As pessoas têm vulnerabilidades, medos, esperanças, fragilidades, celulites e mentes que passam dias bons e maus. Todos passamos por isso. Isso sim é humano”.

View this post on Instagram

CELLULITE is so darn COMMON. So WEAR that swimsuit. Rock that bikini. Get out there and roll with the full wonder of all that you are. And don’t let any little lumpbumps make you second guess for a single minute. Over 80 percent of women have cellulite. That’s a HUGE number – and yet we are told it’s bad and wrong and subtly, so subtly, taught that it is shameful. Some of us learn these lessons as little girls. Yesterday I shared a YouTube video that wants to teach exactly that. It featured a slight child deciding she was TOO BIG, so she exercised and weighed herself and ate carrots and weighed herself and climbed stairs and weighed herself. Some of us learn these lessons as adults, when brands try to SELL TO US and make money from SHAME. From creating flaws that don’t exist, or from turning incredibly common bits of bodies into things that must be fixed. Wherever you learned these lessons, know that they are wrong. Your cellulite is NOT an error. A glitch in perfection. It’s incredible. Unique. A stamp mark of who you are. A sign that your body is functioning and alive and doing the same thing as over 80% of other women. So today, babygirl, get out there and rock your cellulite. Celebrate your dips and rolls. Embrace your curves or your straights. And most of all, do whatever makes you SMILE. Because you are a GLORIOUS CELEBRATION. A song of limbs and heart and soul. Don’t you forget it. Bikini @heiress_swimwear #selflove #bodyacceptance #normalizenormalbodies #cellulite #strengthmarks

A post shared by Danae | Angles + Self Love (@danaemercer) on

Em seu perfil, também tenta conscientizar nas redes sociais contando sua própria história. Ela explica no Instagram como a imagem irreal de corpos que via na televisão ou em revistas a fez pensar, aos 13 anos, que não era normal que tivesse celulite. Como relatou com mais detalhes em um vídeo publicado em fevereiro em seu canal no YouTube, que acumula mais de 4.000 assinantes, a obsessão em ter um corpo perfeito aumentou e ela desenvolveu distúrbios alimentares. Com apenas 19 anos, Mercer perdeu mais de um terço do seu peso em menos de três meses. Por isso, ela incentiva todo aquele que “conte calorias obsessivamente” a procurar ajuda profissional para superar esse problema.

Muitas vezes se aponta para as redes sociais como um espaço de culto excessivo ao físico. Mas também é verdade que existem muitas contas, como no caso da de Danae Mercer, que aproveitam a possobilidade de chegar às pessoas nas redes para denunciar isso. As iniciativas de contas que representam diferentes tipos de corpos ajudaram a popularizar a ideia da “beleza real”, como no caso da Any Body (qualquer corpo) @ Any.body_co, uma conta conjunta de duas amigas e modelos australianas. Nela, compartilham fotos para mostrar a diversidade de um tamanho 36 e um 46 juntos.

Acesse o perfil e veja mais fotos, clique aqui.

El País. 3.7.2020.

Factótum Cultural Ver tudo

Um Amante do Conhecimento e com o desejo de levá-lo aos Confins da Galáxia !!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: