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A fragilidade humana e a luta pela igualdade

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Usamos palavras para descrever nossa personalidade, mas esta só pode ser validada a medida que nos deparamos com quem (ou o que) primeiro formulou as características que a compõem. Em outras palavras, passamos a aceitar quem somos quando descobrimos a base da nossa humanidade.

Estava eu voltando da aula na noite da última sexta-feira conversando na chuva com dois novos colegas de faculdade. Dialogava com um dos rapazes sobre o olhar acerca da política e seus desdobramentos filosóficos e sociais no Brasil. Concordo com Brennan Menning quando ele diz que “nem esquerda nem direita focam na dignidade humana, sempre vestida com farrapos”. É preciso muito mais que uma ideologia, seja ela política ou religiosa, para satisfazer nossos anseios mais primitivos ligados à aceitação e senso de pertencimento. Usamos palavras para descrever nossa personalidade, mas esta só pode ser validada a medida que nos deparamos com quem (ou o que) primeiro formulou as características que a compõem. Em outras palavras, passamos a aceitar quem somos quando descobrimos a base da nossa humanidade.

É aqui que a “coisa” se estreita: o questionamento nos leva à busca por respostas e esta, por sua vez, abre um leque de possibilidades. Pessoalmente, fico com o Evangelho de Jesus. Isto porque em Jesus encontrei a aceitação que nenhum outro ser humano pôde me fornecer; nEle encontrei a razão do meu EXISTIR porque sua humanidade aponta o caminho o qual desejo seguir, guiando-me para o Pai, o criador dos céus e da Terra e tudo o que nela está.

O que se vê, hoje em dia, é esta busca desesperada por representatividade porque as referências que temos não dialogam conosco – e penso que tal conflito inicia-se dentro do núcleo familiar. Muitos pais se ausentaram e parte da geração atual cresce sem princípios, sem autonomia e, consequentemente, reprimida pelo medo da rejeição proveniente desse espírito de orfandade. A falta de amor faz com que o indivíduo se tranque e tente buscar, por si mesmo, todas as respostas sem a experiência da libertação que o leva à exposição e abandono do trauma.

Penso que esta é a base de muitos movimentos sócio-políticos da atualidade: esse desejo por representatividade é, na verdade, uma dor inconsciente travestida de luta pela igualdade. Se trata da fragilidade humana em seu estado mais agudo, cuja solução se dá por meio do reconhecimento da dor e necessidade de salvação – de si e do mundo. E é aqui que entra Jesus. Ele, como homem e Deus, cala as dúvidas do nosso coração guiando-nos de volta ao Pai que nos aceita, transforma e, enfim, liberta.

Por Arthur Silva. Obvious.

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Um Amante do Conhecimento e com o desejo de levá-lo aos Confins da Galáxia !!!

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