Os devaneios do astrólogo miraram ainda a proibição do “anticomunismo” nas universidades brasileiras e o que chama de “Programa Nacional de Polícia do Pensamento”

Eduardo Bolsonaro e Olavo de Carvalho (Reprodução/Facebook)
Em novo chilique com uma sequência de postagens em suas redes sociais, o guru ideológico do clã Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho – que trava luta no governo para pautar os rumos do Ministério da Educação (MEC) – reiterou seu desprezo às universidades e à pesquisa científica no Brasil.
Dessa vez, as barbaridades do astrólogo não pouparam sequer a Plataforma Lattes, mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e que reúne dados de currículos, instituições e grupos de pesquisa.
“Quanto vale um “currículo lattes”? Nada. Ele só prova a produção compulsiva de “trabalhos científicos” que, em nada contribuindo para o progresso real da ciência”, publicou, sugerindo ainda que o instrumentos serve apenas para que as mães dos pesquisadores se orgulhem ou como “carteirinha de fidelidade ideológica”.
As posições de Olavo de Carvalho corroboram a desvalorização do governo Bolsonaro à formação acadêmica – tanto que dois de seus ministros, Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Ricardo Salles (Meio Ambiente) mentiram sobre titulações que não possuem.
Os devaneios do astrólogo miraram ainda a proibição do “anticomunismo” nas universidades brasileiras e o que chama de “Programa Nacional de Polícia do Pensamento”.
O guru do clã Bolsonaro chamou ainda de corrupção o financiamento público para o desenvolvimento de pesquisas.
“Em qualquer universidade, a orientação de teses é o mecanismo central e mais decisivo de controle ideológico: é ela que barra o acesso dos politicamente inconvenientes aos escalões superiores do ensino universitário e garante, ao longo das gerações, a continuidade do poder hegemônico sobre a vida acadêmica”, publicou no Twitter.
Olavo de Carvalho foi além e disse que quem subiu “na vida política levado pela onda Bolsonaro” e não consagre o “objetivo central” do presidente de destruir a ideologia de esquerda é “traidor e carreirista”.







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