Por Adriano Nicolau da Silva

Por um período, tenho refletido acerca de uma possível síndrome de dezembro observado no atendimento clínico. À medida que o final do ano se aproxima, noto que muitas pessoas estão estressadas e por várias razões.
Eu percebo que a ansiedade é alimentada pela preocupação com os eventos do ano e as perspectivas. A frustração por não conseguirem desenvolver projetos idealizados, como mudar o percurso da profissão e ser promovido no emprego, fazer aquele curso, rever e modificar a alimentação ou até mesmo investir na educação física para melhorar a saúde, são algumas das razões para isso.
Outros fatores, como a celebração de final de ano em família, no ambiente de trabalho ou em reuniões com amigos, podem envolver sentimentos negativos, além de excessos em comida e bebidas alcoólicas, o que pode causar ansiedade e estresse emocional.
Estão ocorrendo algumas ações positivas na sociedade que facilitam o acesso do público à saúde mental. A lei 14.831/24 do governo federal está incentivando as companhias a realizarem esse investimento, certificando aquelas que promovem a saúde mental. Com o surgimento de uma onda de questões ligadas a transtornos de ansiedade e depressão, é evidente que a saúde mental é o alicerce de qualquer sociedade que almeja prosperar. A qualidade de vida do cidadão está diretamente relacionada ao pessoal e profissional. É responsabilidade dos profissionais envolvidos nesse processo de transformação refletir e reformular os programas de promoção da saúde mental no ambiente de trabalho.
Ao reconhecermos as nossas limitações e fomentarmos o autorrespeito, fortalecemos as nossas defesas psicológicas e aprendemos a gerir eficazmente as ameaças oriundas de estímulos negativos. Isso é viável por meio do investimento numa análise individual.
No começo da trajetória profissional como psicólogo clínico, existiam muitas objeções e preconceitos, a psicoterapia só era possível em circunstâncias extremas. Atualmente, tudo isso transformou-se com a conscientização de toda a sociedade, convertendo o que era prejudicial em total investimento na mente humana.
Possivelmente, o rendimento dos colaboradores se sobressaia diante da sensibilização em campanhas de treinamentos voltadas para a liderança, além de apoio psicológico e psiquiátrico quando requerido. No que diz respeito à segurança laboral, é crucial dar atenção a isso, incentivando um ambiente com menos estímulos estressantes e, de preferência, que inclua momentos de lazer e relaxamento. Isso resultará numa logística que promoverá comunicação ativa, interação e sinergia em sintonia com os princípios e metas da organização de trabalho.
Não podemos negligenciar a relevância da saúde mental no ambiente de trabalho. Para isso, é preciso considerar opções que promovam o desenvolvimento emocional e intelectual do colaborador, visando promover o progresso individual e coletivo. A partir da perspectiva de uma cultura organizacional proativa, é essencial oferecer palestras e oficinas que tratem de temas como estresse, burnout e permitir que todos possam expressar os seus pensamentos e emoções, o que pode resultar em ações altamente positivas.
Sendo assim, todos serão beneficiados com essas ações simples, proporcionando uma vida cheia de oportunidades e confraternizações, fortalecendo os laços de afeto e confiança, no presente e no futuro, nos campos profissional, familiar e social.
Qual é a relevância do investimento em saúde mental nas empresas para você?

Adriano Nicolau da Silva, Psicoterapeuta, Neuropsicopedagogo e Neuroeducador. Graduado em Psicologia e Filosofia. Especialista nas áreas de educação e clínica. Uberaba, MG. Colunista do Factótum Cultural. E-mail: adrins@terra.com.br.
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