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Palavras aleatórias de um fim de domingo

por Gisele Souza Gonçalves

Há meses não escrevo para este espaço. Senti falta. Sinto falta de muita coisa. Aprendo a retomar alguns hábitos já desabituados. Escrevo aleatoriamente em post-it, bloco de recados, capas de agendas velhas e ainda no whats que só eu leio.  

Outras vezes, os pensamentos vão e vêm sem que eu os anote, memorizo e depois escrevo.  E há também os pensamentos que são tão rápidos que nem mesmo há tempo de registrá-los.

Gosto de escrever como gosto de ler, gosto de reencontros, gosto de memórias e de sorrisos novos que ainda se escondem por de trás das máscaras. Mas não gosto de máscaras de sorrisos sem verdade. Nem as máscaras escondem as emoções e a alegria de um momento, nem as palavras escondem a verdade de quem finge, porque geralmente elas se contradizem. 

Tenho reencontrado pessoas: algumas, amo mais; outras, gosto menos. É o viver, ele nos faz amadurecer, selecionar, aproximar, intensificar ou limitar. Talvez, demoramos muito tempo para perceber o que nos faz bem ou não. São detalhes que se leva tempo para perceber, especialmente aos que buscam sempre agradar aos outros e depois a si mesmo. 

Talvez viver bem seja um pouco disso: descobrir o que importa, reconhecer quem nos ama, respeitar quem amamos e aproveitar os momentos.

Fico feliz quando leio amigas e amigos que começam a escrever e publicar ou aqueles que voltam aos seus textos, gosto de ver pessoas amadas se reencontrando presencialmente, gosto de saber que estão bem depois de tantas angústias e, se ainda não estão bem, seguem tentando.

Escrevo pouco aqui, é preciso tempo para juntar os papéis escritos pelos cômodos da casa, é preciso tempo para juntar partes de mim. 

Sigo aos poucos, com um desejo grande de dias melhores, de sorrisos sinceros e de reencontros gentis. Sigo pensando que tempos melhores virão. Às vezes, apenas sigo. Mas gosto de seguir esperançando, com a alegria de quem vê um girassol discreto depois de dias chuvosos. Com a alegria de quem revê um rosto amigo que segue também. Viver tem seus desafios. Caminhemos então, porque merecemos viver melhor.

Gisele Souza Gonçalves. Professora e Doutoranda pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Mãe. Colunista do Factótum Cultural.

Os artigos publicados, por colunistas e articulistas, são de responsabilidade exclusiva dos autores, não representando, necessariamente, a opinião ou posicionamento do Factótum Cultural.

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