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Comissão de Educação vai debater violência nas escolas

Pesquisa feita em São Paulo aponta escalada da violência nas escolas

“Como combater a violência nas escolas” é o tema da audiência pública da Comissão de Educação (CE) desta quarta-feira (8). A reunião está marcada para 10h. 

A iniciativa partiu dos senadores Confúcio Moura (MDB-RO) e Wellington Fagundes (PL-MT), que alegaram que a situação piorou com a pandemia de covid-19. 

Segundo eles, a alta dose de informações negativas, a insegurança e o medo têm sido fatores de desgaste a atrapalhar a saúde mental dos adultos, e não seria esperado que as crianças e adolescentes estivessem alheios aos mesmos estímulos.

“A pandemia afetou o desenvolvimento de nossas crianças, adolescentes e jovens por tantos meses em casa, sem contato com a escola, com os colegas e família extensa. São muitos os sentimentos sobre as perdas vividas. Uma rotina inteira desenvolvida por meio de telas como um hábito a ser superado. Talvez até uma certa falta de habilidade para os contatos face a face. Fato é que, além do desenvolvimento das competências cognitivas, a política de educação (em todos os níveis) precisará cuidar da saúde mental dos seus estudantes”, argumentam.

Estatísticas

Conforme os parlamentares, pesquisa feita pela Associação dos Professores do Estado de São Paulo aponta uma escalada da violência nas unidades de ensino. Em 2019, mais da metade dos professores (54%) disseram já ter sofrido algum tipo de agressão; em 2017 esse percentual era de 51% e, em 2014, de 44%. Entre os estudantes, em 2019, 81% relataram saber de episódios de violência na própria escola, o que mostra também um aumento em relação a anos anteriores: 80% em 2017 e 77% em 2014. 

“O aumento da violência nas escolas está assuntando pais, alunos e profissionais da educação. Recentemente, mensagens de ameaças de massacres foram enviadas para alunos de São Paulo e Minas Gerais. No litoral paulista, uma diretora foi ferida a golpe de faca por um estudante”, relatam os parlamentares. 

Os senadores indagam se a falta de atividades para reintegrar as turmas pode ser uma explicação para tanta agressividade; por isso pretendem ouvir especialistas.

Foram convidados: o especialista em segurança pública nas escolas Igor Pipolo; a representante do Ministério da Educação, Maria Luciana da Silva Nóbrega; a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá; e a secretária de Educação do estado de São Paulo, Renilda Peres. 

Como participar O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Fonte: Agência Senado. 6.6.2022.

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