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Afinal, o que é a felicidade?

por Fernanda Vilarrodona 

No final do dia, se existe uma coisa que todos nós compartilhamos é a nossa vontade de ser feliz. Mas afinal, o que é felicidade?

Recentemente fiz um curso que tinha como objetivo o aprofundamento na ciência da Felicidade. Isso mesmo! Uma ciência que envolve estudos, pesquisas, análises e conceitos de Filosofia, Psicologia Positiva, Neurociência e até Economia.

Falar de felicidade não é novidade para o ser humano. Os antigos gregos como Platão, Aristóteles e Sócrates já utilizavam refletiam criticamente sobre o que faz despertar esse sentimento que guia nossas ações e pensamentos. É bizarro perceber que mesmo milhares de anos atrás, esses homens conseguiram retratar uma sociedade que, em diversos pontos, se assemelha com a que vivemos hoje, em 2022.

Pode-se dizer que felicidade é uma projeção da sociedade? Que só pode ser analisada e realmente vivenciada quando estamos já no campo da dignidade? Quando nossas necessidades básicas já estão sendo supridas? Eu digo que sim para todas essas perguntas, mas também afirmo que é um assunto muito mais complexo do que parece.

Existe uma grande diferença entre Prazer X Alegria X Felicidade, mas parece que estamos cada dia mais misturando esses conceitos e perdendo a noção do que realmente estamos buscando.

Prazer — algo rápido, intenso e momentâneo. Algo que você mesma pode se proporcionar a qualquer momento; exemplos: você decide comprar um chocolate e comer imediatamente ou você posta uma foto bonita no seu Instagram e recebe a tão esperada chuva de likes.

Alegria — também é um sentimento volátil, mas não tanto quanto o prazer. Ele está ligado com o externo, com algo que você vivencia ou se proporciona;

Felicidade — algo que está 100% relacionado ao o seu interior e que acontece aqui e agora.

Segundo Sonja Lyubomirsky, professora do departamento de Psicologia da Universidade da California e pesquisadora do tema “Felicidade”, a definição para essa emoção é: “Felicidade é a experiência de contentamento e bem-estar com a sensação de que a própria vida possui sentido e vale a pena”.

Bem-estar é subjetivo, ou seja, o que me faz bem talvez não faça para você, como por exemplo acordar as 6h. É algo muito pessoal, mas o que realmente conta é o saldo de emoções contabilizadas ao longo dos seus dias.

Um saldo maior de emoções positivas não significa que você não vá experienciar as mais desafiadoras, muito pelo contrário: uma vida feliz inclui todas as vivências que são parte da condição humana, inclusive a dor e o sofrimento. Mesmo assim, a soma final deve trazer a sensação que a vida continua valendo a pena como é, e não como um dia pode ser.

Viver é surfar uma eterna onda que horas é marola, horas é tsunami. A felicidade não está no êxito de conseguir ficar em pé até o final em vez de cair logo na primeira tentativa, a felicidade está no simples ato de seguir em frente sabendo que isso vale a pena.

Fernanda Vilarrodona (@escuta.ela), Comunicadora e apresentadora, criadora do perfil de autoconhecimento e bem-estar Escuta Ela.

Glamour. 25.4.2022.

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