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O que a psicanálise diz sobre neurose e psicose

imagem de mulher no espelho quebrado como consequencia da neurose ou psicose

Não raramente, costumamos ouvir por aí que “fulano é neurótico” ou que “sicrano é psicótico”, não é verdade? No entanto, o que poucos sabem é o que esses termos realmente significam. Assim sendo, fica a pergunta: como podemos de fato diferenciar quem se enquadra em quê?

Do ponto de vista da psicanálise, a neurose seria uma dificuldade psíquica para lidar com um trauma, e desse desarranjo interno vem à tona um sintoma. Já na psicose, ocorreria uma negação do real, e o indivíduo criaria uma realidade fantasiosa para si, expressa por meio de alterações do funcionamento normal do pensamento.

Ficou interessado e quer compreender melhor as diferenças entre neurose e psicose? Continue a leitura e saiba mais!

Como a neurose e a psicose se originam?

Para entendermos a diferença na origem desses dois quadros, é preciso falar sobre Id, Ego e Superego. Segundo a psicanálise, o Id está relacionado aos nossos desejos mais primitivos e o Superego representa nossos valores morais. Tentando mediar as vontades do Id e as interdições do Superego é que o Ego se posiciona na realidade.

Considerando essa dinâmica psíquica, podemos dizer que tanto na neurose como na psicose o Id se indispõe com a realidade. Contudo, na neurose há uma negação, e o ego se defende recalcando esse conteúdo que emerge posteriormente em forma de sintoma. Já na psicose, ela é repudiada e o sujeito a substitui por uma própria, o que dá origem aos delírios e às alucinações.

Como elas se expressam no cotidiano?

Tanto neuróticos quanto psicóticos podem enfrentar dificuldades no dia a dia. Quem não conhece uma pessoa que possui mania de limpeza e dedica horas infindáveis até que tudo esteja brilhando? O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um exemplo de quadro neurótico que assola muitas pessoas e traz sofrimento para suas vidas.

Esse sofrimento ocorre de forma diferente na psicose, mas não menos intenso. Nela, há uma dificuldade em diferenciar o que é real do que é imaginário, e frequentes são os casos nos quais a pessoa tem certeza de que está sendo perseguida quando na verdade nada está acontecendo.

De que maneira a psicanálise pode ajudar?

Para a psicanálise, o tratamento da neurose deve fixar-se na interpretação. Por meio dela, serão deflagrados os recalques e os conflitos entre o Id e o Superego. Assim, o Ego será fortalecido para equilibrar essa situação e possibilitar o desaparecimento do sintoma. Por outro lado, tratando-se do psicótico, devemos considerar que é ele quem faz uma interpretação (delirante) da realidade.

Nesse cenário, o analista pode ocupar duas posições distintas. A primeira é como testemunha, o que implica uma postura de ouvinte atento, que não empenhará resistência ao que o psicótico fala, acolhendo suas questões. A segunda origina uma postura de orientação ao gozo, na qual o analista vai organizar e regular a satisfação do psicótico partindo sempre dos sentimentos que ele vivenciou.

As dificuldades diárias das pessoas que possuem quadros de neurose e psicose são diferentes, mas uma coisa é certa: ambos trazem consigo sofrimento e também barreiras para o convívio social. Possivelmente, a forma mais eficaz de ajudar é saber mais sobre o tema para evitar estigmas e preconceitos.

Aproveite que está por aqui e veja o que os psicanalistas explicam sobre a neurose!

SBPI. 20.6.2018.

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