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6 coisas sexy que você pode fazer com o seu diploma de Direito

Lembro-me como se fosse ontem do dia em que fiz minha inscrição para o vestibular.

Era uma sexta-feira à tarde e eu tinha apenas 17 anos de idade. Um moleque sem barba que não sabia nada da vida, a não ser o fato de que não tinha dinheiro para pagar a inscrição.

E por falar em inscrição, tive que preencher à mão. Era um formulário que a recepcionista do campus tinha acabado de imprimir. Até então, não era possível fazer a inscrição online – essa parte eu não me recordo o motivo -, mas quando fiz um x no campo Direito, percebi que aquela tradicional pergunta “o que você quer ser quando crescer”, talvez, estivesse sendo finalmente respondida.

Nesse momento eu não pensava em propósito ou sucesso, mas, por alguma razão, sentia o peso de uma escolha que, na minha limitada visão de adolescente, me condenava a passar o resto da vida engomado num terno e trancado num escritório das 8h às 18h.

Anos depois, percebi que não precisa ser assim.

Pois bem. Se você achou que esse texto era sobre propósito ou alguma reflexão profunda sobre os caminhos da vida, se enganou.

Resolvi fazer uma lista com 6 coisas bem sexy que algumas pessoas fizeram com um diploma de Direito, além de advogar.

Quem sabe te inspire…

1. Ser um escritor

John Grisham, antes de se tornar um escritor milionário, atuava como advogado num pequeno escritório de advocacia, localizado na cidade de Southavem, no Estado do Mississipi. É considerado o sexto escritor mais lido dos Estados Unidos.

Monteiro Lobato formou-se em Direito e chegou a atuar como Promotor de Justiça, mas após receber de seu avô uma fazenda como herança, dedicou-se à escrita e foi considerado o precursor da literatura infantil brasileira.

Clarice Lispector, considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX, formou-se em Direito na UFRJ.

2. Ser um ator

Existem vários atores formados em Direito.

Antônio Renato Aragão, mais conhecido como Didi, tem inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará, sob o número 1016.

Flávia Alessandra, famosa atriz global, também é advogada com inscrição na OAB/RJ.

Gerard Butler, antes de interpretar o rei espartano Leônidas, em 300, estudou Direito na Universidade de Glasgow, na Escócia, e estagiou dois anos em uma importante firma de advocacia em Edimburgo.

Renato Borghi, consagrado ator brasileiro, formou-se em direito em 1960.

3. Ser um cantor

Vinicius de Moraes, poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor brasileiro, e que dispensa apresentações, também era formado em Direito pela UFRJ.

Julio Iglesias, aspirante a jogador de futebol, formou-se em Direito na Universidade San Pablo CEU, em Madrid, e acabou consagrando-se como cantor.

Alceu Paiva Valença é um cantor, compositor, instrumentista e, sim, advogado brasileiro com inscrição na OAB/RJ sob o nº 211.911.

4. Ser um apresentador de TV

Gil Gomes, famoso apresentador do Aqui Agora, era radialista, jornalista repórter e advogado.

Carlos Alberto de Nóbrega, o apresentador que sentava no velho e querido banco do A Praça é Nossa suspendeu sua vermelhinha para dedicar-se à televisão. Recentemente ele divulgou em suas redes sociais a reativação da sua inscrição.

5. Ser um Presidente da República

Getúlio Vargas, que presidiu o Brasil e foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, era advogado.

Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, formou-se em Direito na Universidade de… Harvard.

Por último, mas não menos importante, Michel Temer também é advogado.

6. Ser um líder

Mahatma Gandhi, nacionalista e especialista em ética política indiano, inspirou vários movimentos pela liberdade e independência. O aniversário de Gandhi, dia 2 de Outubro, é comemorado na Índia como um feriado nacional e em todo o mundo como o Dia Internacional da Não-Violência. Além de um líder nato, Gandhi era advogado.

Nelson Mandela, foi o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993. Como advogado, defendeu os direitos humanos, lutou pela justiça e pela democracia, até que a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela, como forma de homenageá-lo em todo o mundo.

E aí, gostou do texto? Estudos apontam que é cada vez maior o número de pessoas infelizes em seu trabalho. A ideia do texto foi mostrar que não precisamos resumir a vida numa coisa só, mas procurar outras atividades que façam sentido pra gente também.

Por Pedro Custódio. Publicado originalmente em pedrocustodio.adv.br . Compartilhado no Jusbrasil. 19.11.2019.

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