Notícias

10 livros de psicologia que te ensinarão mais do que uma vida inteira de lorota coaching

Resultado de imagem para 10 livros de psicologia que te ensinarão mais do que uma vida inteira de lorota coaching

Na década de 1950, o coach era o treinador que ajudava atletas a melhorarem sua performance. As técnicas de aperfeiçoamento foram levadas para o âmbito empresarial e, hoje, coach virou uma profissão de vários nichos. Dados da Internacional Coach Federation apontam que o mercado de coaching, no Brasil, cresceu mais de 300% nos últimos quatro anos. O problema desse avanço é que, com a premissa de transformar a vida das pessoas e ajudá-las a lidar com suas emoções, o coach acaba invadindo o território da psicologia. Muitos negam essa imposição, mas é comum encontrar coachs divulgando seus métodos para tratar patologias mentais, que só podem ser acompanhadas por psiquiatras e psicólogos certificados. Para aqueles que realmente se interessam pela mente humana, a Revista Bula reuniu em uma lista dez livros da psicologia e da neurociência que ensinam muito mais do que várias sessões com um coach.

Desenvolvimento Humano (2013), de Diane E. Papalia e Ruth Feldman

Um dos maiores clássicos da Psicologia, “Desenvolvimento Humano” é também um dos livros mais completos da área e apresenta dados sobre as diferentes fases do desenvolvimento humano, desde a formação do embrião ao inevitável momento da morte. Seguindo uma abordagem cronológica, as autoras Diane E. Papalia e Ruth Duskin Feldman relatam os aspectos do desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial de forma didática e ilustrada. Nas últimas edições, foram acrescentados tópicos sobre como a tecnologia afeta a aprendizagem, informações sobre mães no mercado de trabalho e novas teorias sobre as redes sociais. Diane E. Papalia é professora da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos; e Ruth Feldman leciona no Centro Interdisciplinar de Herzliya, em Israel.Incógnito:

As Vidas Secretas do Cérebro (2011), de David Eagleman

Se a mente consciente é só a ponta do iceberg, o que o remanescente submerso está fazendo enquanto vivemos nosso dia a dia? Nessa obra, o neurocientista David Eagleman mergulha nas profundezas do inconsciente para responder essa e outras questões intrigantes. Abordando temas como as lesões cerebrais, as drogas, a inteligência artificial e as ilusões de ótica, o autor faz uma viagem aos bastidores do cérebro, onde mecanismos não conscientes dirigem várias ações do cotidiano. David Eagleman é um dos cientistas mais respeitados da atualidade, diretor de um departamento que leva seu nome na Universidade de Medicina de Baylor, nos Estados Unidos. “Incógnito: As Vidas Secretas do Cérebro” foi eleito o melhor livro do ano de seu segmento pela Amazon.

Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar (2011), de Daniel Kahneman

Neste livro, o ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Daniel Kahneman, reúne seus pensamentos e conclusões tiradas ao longo de muitos anos de pesquisa sobre a mente humana. Contrapondo a ideia de que a nossa tomada de decisões é essencialmente racional, ele explica as duas formas pelas quais o pensamento humano se desenvolve: uma é rápida, intuitiva e emocional; enquanto a outra é mais lenta, deliberativa e lógica. Kahneman expõe as capacidades extraordinárias do pensamento rápido e revela o peso da intuição no processo de tomada de decisões. Além disso, o autor oferece insights esclarecedores sobre as escolhas nos negócios e na vida pessoal, e mostra diferentes técnicas que podem ser usadas contra as falhas mentais que, muitas vezes, nos colocam em situações difíceis.

Princípios Básicos de Análise do Comportamento (2000), de Carlos Augusto de Medeiros e Márcio Borges Moreira

Principal livro-texto brasileiro da área, esta é uma obra abrangente, ricamente ilustrada e com linguagem dinâmica sobre a psicologia comportamental. Os autores apresentam as formas de lidar com as condutas humanas nos mais variados campos de atuação da psicologia. “Esperamos que, por meio deste livro, seja possível conhecer adequadamente a Análise do Comportamento, uma belíssima área da Psicologia que tem ajudado profissionais do mundo inteiro a trabalhar de maneira efetiva”, disseram os autores. Carlos Augusto de Medeiros e Márcio Borges Moreira são doutores em Psicologia e trabalham atualmente como professores da graduação e do mestrado do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), no Distrito Federal.

Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais (2000), de Paulo Dalgalarrondo

Considerado o principal livro da psicopatologia e semiologia psiquiátrica brasileira, esta obra é, ao mesmo tempo, um texto de utilidade pública para o estudante ou residente que precisa aprender a examinar de forma acurada o paciente e uma fonte introdutória de reflexão, buscando a integração de importantes áreas e conhecimentos psicopatológicos. “Saber observar com cuidado, olhar e enxergar, ouvir e interpretar o que se diz, pensar e desenvolver um raciocínio crítico são as capacidades essenciais do profissional de saúde”, disse o autor. Doutor em Psiquiatria, Paulo Dalgalarrondo atua como médico e professor na Unidade de Internação Psiquiátrica do Hospital das Clínicas da UNICAMP.

Inteligência Emocional (1995), de Daniel Goleman

Quando foi publicado, em 1995, este livro transformou a maneira de pensar a inteligência, alterou práticas de educação e mudou o mundo dos negócios. Por meio de seus estudos da psicologia e da neurociência, Daniel Goleman, chamado de “pai da inteligência emocional”, trouxe pela primeira vez o conceito de duas mentes — a racional e a emocional — e mostrou como elas trabalham juntas para moldar nosso destino. Partindo de casos cotidianos, o autor revelou como a incapacidade de lidar com as próprias emoções pode minar a experiência escolar, acabar com carreiras promissoras e destruir relacionamentos. Goleman também descreve, por meio de exemplos marcantes, as cinco habilidades-chaves da inteligência emocional e como elas determinam nosso sucesso e bem-estar físico.

O Homem que Confundiu sua Esposa com um Chapéu (1985), de Oliver Sacks

Em “O Homem que Confundiu sua Esposa com um Chapéu”, o cientista e neurologista Oliver Sacks narra os casos de alguns de seus pacientes que, em consequência de danos cerebrais, vivem imersos em um mundo de sonhos, onde preservam sua imaginação e constroem novas identidades. São 24 ensaios sobre pacientes que perderam a memória e não são mais capazes de reconhecer pessoas e objetos. Na história que dá nome ao livro, Sacks apresenta o caso de um homem que tenta segurar um chapéu, mas acaba pegando sua mulher pela cabeça. Oliver Sacks transforma os relatos clínicos em artefatos literários e mostra como a narrativa pode dar às patologias mentais uma feição humana, apontando novos caminhos para a investigação científica.

História da Psicologia Moderna (1969), de Sydney Ellen Schultz e Duane P. Schultz

O tema central deste livro é a história da psicologia moderna, especificamente o período que se inicia no fim do século 19, quando a psicologia se torna uma disciplina separada e independente. Apesar de recapitular, de forma resumida, os pensamentos filosóficos anteriores, o livro concentra-se nas questões relacionadas ao estabelecimento da psicologia como um novo e distinto campo de estudo. No início de cada capítulo, há uma breve narrativa desenvolvida a partir de uma pessoa ou de um evento, com o objetivo de introduzir o tema que será abordado. Essas seções transmitem ao leitor a ideia de que a história é sobre uma pessoa verdadeira, facilitando o entendimento.

Gestalt-terapia (1951), de Frederick Perls, Ralph Hefferline e Paul Goodman

Considerada a pedra angular da Gestalt-terapia, esta obra reúne os fundamentos teóricos sobre os quais se estrutura esse modelo psicoterápico. São apresentados os conceitos básicos elaborados pelos autores, que deram origem a toda a literatura posterior e nortearam todas as técnicas utilizadas na prática gestáltica. Na década de 1940, Perls, Hefferline e Goodman se uniram para criar a Gestalt-terapia, que tem enfoque clínico no aqui e agora e não no passado do paciente. Consciente do momento presente, o paciente se responsabiliza pelos seus atos e se torna capaz de tomar suas próprias decisões. Todos os três autores eram psicólogos, críticos da teoria psicanalítica, e revolucionaram a área em todo o mundo.

Ser e Tempo (1927), de Martin Heidegger

“Ser e Tempo” é o maior e mais influente trabalho do filósofo alemão Martin Heidegger. Um clássico indicado para todos que pretendem conhecer e entender o ser humano de forma integral. Seu principal propósito é a elaboração concreta sobre o sentido do ser, conceito que até então não havia sido questionado na filosofia desde Aristóteles (322 a.C.). Descartando a dicotomia entre o homem racional e o universo das coisas, Heidegger o coloca como um ser inacabado que se reconstrói constantemente. Assim, o caminho para o conhecimento deve partir do próprio homem, de suas reflexões e questionamentos. Conhecido como um dos filósofos mais importantes do século 20, o alemão Martin Heidegger morreu em 1976.

Por Helena Oliveira. Revista Bula.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.