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Nunca se buscou tanto a felicidade e se esteve tão infeliz

 Sociedade moderna tem pregado a busca da felicidade a qualquer preço
Sociedade moderna tem pregado a busca da felicidade a qualquer preço
Pixabay
As pessoas sempre desejaram a felicidade em qualquer tempo. Porém, essa busca tem se potencializado, embora pareça surtir o efeito contrário

São muitos os conceitos sobre felicidade que, pouco a pouco, passaram a fazer parte do vocabulário e do estilo de vida de muitas pessoas.

“Eu só quero ser feliz.”
“Minha felicidade acima de tudo.”
“Vale tudo na busca pela felicidade.”
“Se te faz feliz, não pode estar errado”.

Não é necessário ir muito longe para perceber que a corrida pela felicidade vem se intensificando ao longo do tempo. Quem tem mais de 35 anos, por exemplo, sabe que em sua época de criança, era comum ganhar um ou dois presentes por ano. Aniversário e Natal eram as datas mais esperadas e, às vezes, dependendo do comportamento, o dia 12 de outubro podia render mais um agrado. Para a maioria de nós isso já era sinônimo de felicidade.

Hoje a coisa está bem diferente, pois se uma criança passa mais de um mês sem ter ganho nenhum presente, os próprios pais se cobram por não estarem “fazendo seus filhos felizes”. Dessa forma, as crianças têm aprendido desde muito cedo que felicidade são aqueles curtos períodos de tempo em que são atendidas naquilo que desejam. E como desejos nunca têm fim, a felicidade vai se tornando algo cada vez mais distante.

A sociedade moderna tem pregado a busca da felicidade a qualquer preço e, como crianças, muitos têm vivido em função disso, sem perceberem que essa estratégia não funciona. Se funcionasse as pessoas não estariam tão viciadas, ansiosas, inseguras, depressivas e, por consequência, tão infelizes.

O que tem sobressaído é o ditado “farinha pouca, meu pirão primeiro”, quando, na verdade, a felicidade é algo que vem muito mais pelo dar do que pelo receber. Mas como doar algo sentindo-se vazio? Como aconselhar alguém sentindo-se desorientado? Como mostrar um caminho sentindo-se perdido?

Ao longo da história vemos que o mundo, por diversas vezes, chegou aos limites do insustentável para, então, começar um novo ciclo e retomar o rumo certo. Creio que chegamos a um desses limites e, portanto, precisamos empreender um novo ciclo. É preciso desacelerar em vez de correr, olhar para dentro de si em vez de buscar o que está lá fora e relembrar quais são os verdadeiros valores de antigamente, em vez de buscar algo novo todo santo dia.

Pode parecer clichê, mas os maiores valores estão exatamente naquilo que não se pode comprar e o que se corre tanto para achar está muito mais perto do que se pode imaginar. Respire fundo, desacelere, olhe para dentro e seja muito mais feliz!

 Patricia Lages

Por Patrícia Lages. R7. 4.08.2019.

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