Salário mínimo deveria ser de R$ 4,3 mil levando em consideração os custos de uma cesta básica com base nos preços de São Paulo. (Foto: Flickr/Governo da Bahia)
Salário mínimo deveria ser de R$ 4,3 mil levando em consideração os custos de uma cesta básica com base nos preços de São Paulo. (Foto: Flickr/Governo da Bahia)

Um relatório divulgado nesta terça-feira (7), pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) indicou que o custo da cesta básica subiu em todas as 18 capitais analisadas em abril.

As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, a alta mais expressiva ocorreu em Campo Grande (MS), de 10,07%, e a mais cara do país é a de São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custava, em média, R$ 522,05.

Levando em consideração o preço da cesta mais cara, em São Paulo, no mês de abril, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 4.385,75 – 4,39 vezes o valor de R$ 998, em vigor atualmente.

Em março, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 4.277,04, ou 4,29 vezes o mínimo vigente.

No final de abril, o governo Bolsonaro enviou para o Congresso o seu Orçamento para 2020 com a previsão de um salário mínimo de R$ 1.040.

O valor é o resultado do piso atual (R$ 998), mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimada para encerrar este ano em 4,2%. Ou seja, sem ajuste real.

Desde 1994, o Dieese calcula e divulga mensalmente uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre 18 capitais pesquisadas.

Notícias Yahoo. 8.5.2019.

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