
A 16ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no dia 28/6/2022, mostra uma queda de 6% nas mortes violentas no país em relação ao levantamento do ano passado.
Foram 47,5 mil em 2021 contra 50,4 mil no ano anterior. É o índice mais baixo desde 2011, quando houve 47,2 mil mortes.
Mas nem todas as regiões do país registraram queda. O norte teve alta de 9% no período, o Amazonas foi o mais grave, com 49% de aumento.
Armas de fogo são as mais utilizadas para matar, sendo usadas em 75% dos homicídios dolosos — quando há intenção de matar — e 66% dos latrocínios — roubos seguidos de morte.
Homens são vítimas em mais de 90% dos casos de homicídio e latrocínio.
Os negros são os maiores alvos, em 78% dos homicídios e 84% das mortes cometidas por policiais.
Mas mulheres também são vitimadas por outras violências.
66 mil mulheres foram estupradas, o equivalente a mais de sete estupros por hora, no ano passado. Destas, 61,3% tinham até 13 anos. Mais de 75% dos alvos eram mulheres consideradas incapazes de consentir o ato sexual.
Apesar da queda de mortes violentas, o Brasil é o país com maior número absoluto de homicídios no mundo e também o oitavo mais violento, segundo ranking da ONU. O país contabiliza 20,4% dos homicídios registrados em 2020 na lista com 102 países.
O Anuário também revela um aumento de 133% de armas registradas no país nos últimos quatro anos. Somente entre 2020 e o ano passado, o aumento foi de 39%. Segundo dados do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas, vinculado ao Exército, as armas com registro passaram de 637 mil em 2017, para 1,5 milhão em 2021.
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