
Muitos de nós lembramos do dia em que descobrimos nossa finitude: um dia morreremos. Uns encaram com tranquilidade, outros preferem fingir que isso não vai acontecer — mas, no fundo, a consciência da morte nos afeta de forma tão profunda que expressamos esse medo de inúmeras maneiras: com arte, religião, hedonismo e, também, na busca de conhecimento científico.
A extinção humana é uma certeza. Se tudo der certo, ou seja, se não destruirmos o planeta e escaparmos de raios gama ou cometas, em cinco bilhões de anos o Sol deve iniciar um movimento de expansão com boa probabilidade de atingir a Terra.
Mas há grandes chances de sermos extintos bem antes disso. Os candidatos são conhecidos: guerra nuclear, queda de asteroide ou mudança climática.
Fato é que, um dia, todos os vestígios da presença humana no Universo – das pirâmides do Egito aos quadros de Van Gogh às sagas bíblicas — serão apagados do cosmos. E, sem a presença humana, desaparecem valores morais que dão sentido à vida e à existência do planeta (isso acreditando na hipótese de que não há vida inteligente além da humana).
Para Thomas Moynihan, historiador de ideias e filósofo com doutorado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, lutar pela preservação da nossa espécie é importante justamente porque somos nós que damos sentido a tudo isso. Sem a presença humana, o que sobra é um grande vazio. “Pensar na extinção é pensar na responsabilidade que temos conosco como seres morais dentro de um cosmos estéril”, afirmou ao TAB

Em outubro, Moynihan lança o livro “X-Risk: how humanity discovered Its own extinction” (Riscos Existenciais: como a humanidade descobriu a própria extinção, em tradução livre), em que conta a história do despertar da humanidade para a sua finitude.
Por e-mail, ele conversou com TAB. Acesse a entrevista, clique aqui.






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