Cyberpunk é um tipo específico de ficção científica. Destaca-se pela especulação sobre tecnologia, ética, política, superpopulação, inteligência artificial, realidade virtual, cibercultura, caos urbano e outros elementos que, de alguma forma, estão presentes nos dias de hoje.

A narrativa ocorre, geralmente, em cidades superlotadas e ambientes urbanos sombrios, tendo como imagem simbólica “as luzes da cidade se afastando”, como definiu o escritor Wiliam Gibson, pioneiro do gênero. Essa ideia de luzes em movimento determinou a estética cyberpunk.

Ao contrário das narrativas de ficção científica que ocorrem “em uma galáxia muito distante”, pautadas por seres alienígenas e viagens espaciais, as histórias cyberpunk, ainda que futuristas, se aproximam dos problemas atuais. Por isso são terreno fértil para a Filosofia.

cyberpunk é também entendido como forma de contracultura, pois manifesta preocupações sobre dominação cultural, desigualdade social, vigilância tecnológica, corrupção do Estado e poder corporativo.

Seu clima niilista busca demonstrar que a evolução da ciência e da tecnologia evidencia o egoísmo da natureza humana, tornando irrelevantes questões éticas e políticas, enterrando assim a esperança em valores universais. Quanto mais a tecnologia evolui, mais regredimos como seres humanos.

Dentre os elementos que compõem o cyberpunk, aqueles que possuem afinidade com a Filosofia foram apresentados abaixo. Conheça esses elementos e aproveite melhor os filmes, animes, mangás, séries e livros deste provocativo subgênero da ficção científica.

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Alfredo Carneiro. Editor do netmundi.org

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