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Exames mostram os impactos do abuso de cocaína no cérebro humano

Da esquerda para a direita, é possível notar o aumento de uma região escura no cérebro com o passar dos meses (Foto: Divulgação)
DA ESQUERDA PARA A DIREITA, É POSSÍVEL NOTAR A RECUPERAÇÃO DA “SUBSTÂNCIA BRANCA” CEREBRAL AO LONGO DOS MESES APÓS O TRATAMENTO (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Médicos notaram o “desaparecimento” de região cerebral responsável por desempenhar atividades essenciais

Pesquisadores divulgaram os exames de imagem de ressonância magnética de um paciente de 45 anos para demonstrar os impactos do consumo abusivo de cocaína. O caso aconteceu na Ilha de Malta, localizada no sul da Europa: de acordo com os responsáveis pelo caso, um exame de ressonância magnética revelou o “desaparecimento” de uma área do cérebro que abriga o conjunto de células responsáveis por desempenhar funções essenciais para as atividades dos neurônios.

De acordo com o doutor Ylenia Andilla, responsável pelo tratamento do paciente, o homem deu entrada no hospital apresentando um quadro de confusão mental. Os sintomas pioraram com o passar do tempo: ele deixou de se comunicar e ficou em estado catatônico (condição em que o corpo permanece em posição rígida e ímovel). Como os exames de sangue não detectaram sinais de uma possível enfermidade, os médicos realizaram uma ressonância magnética no cérebro do paciente. 

Ao receberem o resultado do exame visual, os especialistas ficaram surpresos ao constatar que a “substância branca” tinha praticamente desaparecido do cérebro: a região abriga um conjunto de células responsáveis pela nutrição dos neurônios. Na foto acima é possível observar o quadro A (primeiro à esquerda), em que a região mais clara é praticamente imperceptível. 

Com o auxílio da ressonância magnética, os médicos diagnosticaram um quadro de leucoencefalopatia, quando há um quadro de inflamação e perda progressiva da substância branca do cérebro. Ao receberem o exame de urina do paciente, os especialistas notaram que havia um alto índice de cocaína em seu organismo: com isso, foi possível concluir que os danos à região cerebral foram causadas pelo uso abusivo da substância. 

Pesquisadores afirmam que casos de leucoencefalopatia por uso de cocaína são extremamente raros, mas já foram observados na literatura médica. Estudos prévios indicam que as características químicas da substância podem afetar a camada isolante do cérebro responsável pelas ligações neurais, causando danos à substância branca. 

O paciente recebeu medicamentos para a redução da inflamação cerebral, além de um tratamento de fortalecimento de seu sistema imunológico. Com isso, houve a recuperação progressiva da substância branca do cérebro. De acordo com os responsáveis pelo caso, o paciente também passou por um período de reabilitação para tratar o seu vício. Após um ano, os sintomas de prejuízo mental desapareceram.

Galileu. 5.8.2019.

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