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Profissão Repórter conversou com psicóloga especializada no tratamento de vítimas de violência sexual Rose Miyahara sobre crianças e adolescentes que sofreram abuso.
O Profissão Repórter investigou durante um ano as denúncias de abuso sexual contra Renato Malveira Pinho, que é professor de teatro da cidade de Osasco, na Grande São Paulo. A equipe do programa também teve acesso a audiências que estão em estágio avançado e que julgam casos desse tipo em São Paulo.
A repórter Nathalia Tavolieri conversou com Rose Miyahara, que é psicóloga especializada no tratamento de vítimas de violência sexual. Rose explica que a sociedade, no geral, não está preparada para ouvir que uma criança, seja parente ou até mesmo próxima do convívio, tenha sido violentada sexualmente.
“A nossa cultura não é muito aberta para ouvir essas coisas, é muito difícil. É o que costumo dizer: aquilo que a gente mais teme é que uma criança que a gente ama, que está perto da gente venha contar esse tipo de situação para a gente. Então, ir para o contexto de ajuda psicológica é fundamental para que ela possa resignificar essa experiência”, explicou a psicóloga.
Rose também fala do perfil geral dos abusadores. Ela afirma que geralmente são pessoas que tendem a ganhar a confiança das famílias, das instituições e principalmente das vítimas para poder cometer o abuso. “São esses indivíduos que acabam se aproximando de um local onde existe crianças e adolescentes. Ele vai se vincular com as famílias, ele vai se vincular com a instituição. Ele vai ser o cara bacana, diferenciado, do ponto de vista do que seria um adulto na referência de autoridade, na vida desse adolescente”.
A psicóloga também explica que é importante ficar atento a qualquer mudança no comportamento da criança e do adolescente. Mudanças na rotina e sono podem indicar que algo mais grave tenha acontecido.
“É prestar muita atenção naquilo que antes era peculiar e está se transformando. Ter uma adolescente em casa que de repente ela começa a ficar retraída. Ou ela está muito tempo no quarto e isso não era um padrão. E ai muitas vezes chegam em sintomas fisiológicos mais sérios, como a questão do dormir fica alterada, a alimentação e o desinteresse por outras coisas na vida que antes eram interessantes”.
Veja no vídeo acima a entrevista com a psicóloga Rose Miyahara.






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