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Filosofia ilumina discussões sobre verdade e pós-verdade

Hannah Arendt em 1933:
Hannah Arendt em 1933: verdade e mentira na políticaDomínio Público
Reflexões de Platão, Aristóteles, Hannah Arendt e Adorno norteiam curso de extensão que será ofertado no segundo semestre

Relações entre filosofia, ética, estética e política, conduzidas pelos conceitos de verdade e pós-verdade e à luz de autores como Platão, Aristóteles, Luciano de Samósata, Hannah Arendt, Adorno e Horkheimer, darão o tom do projeto Filosofia na Praça no segundo semestre deste ano.  O curso, desenvolvido pelo Departamento de Filosofia da UFMG, é oferecido em quatro módulos. As aulas serão ministradas sempre às quartas-feiras, das 19h30 às 21h10, no Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade. As inscrições estão abertas, e o interessado poderá se matricular em módulos isolados.

No primeiro módulo, Política e verdade: reflexões com base em Hannah Arendt, o professor Helton Adverse, do Departamento de Filosofia, vai explorar aspectos da relação entre política e verdade com base em dois textos da filósofa alemã: Verdade e política e  Mentira na política. As aulas serão ministradas nas noites dos dias 7, 14, 21 e 28 de agosto.

Docente do mesmo departamento, Ernesto Perini vai conduzir o segundo módulo, Algumas ferramentas conceituais para se compreender a pós-verdade, nas quatro quartas-feiras de setembro (4, 11, 18 e 25). As discussões partem do princípio de que o próprio termo pós-verdade revela uma maior aceitação no espaço público de afirmações claramente falsas, o que indica que algo de novo na percepção de mundo parece mesmo ser capturado por essa expressão.

Retórica e Indústria Cultural
Retórica, verdade e verossimilhança em Platão, Aristóteles e Luciano é o tema do terceiro módulo, que será ministrado em outubro (2,9,16 e 23) pelos professores Maria Cecília de Miranda Coelho, da Filosofia, e Jacyntho Lins Brandão, da Faculdade de Letras. Em um primeiro momento, serão apresentadas as críticas de Platão à retórica, de acordo com o modo como o filósofo grego entendia que ela era praticada pelos sofistas. Em seguida, será feita análise da revalorização dessa disciplina por Aristóteles, apresentada em sua obra Retórica como contraparte da dialética. Na segunda parte do módulo, serão analisados os conceitos de verdade e de verossimilhança, assim como a imagem da figura do filósofo no âmbito da obra de Luciano de Samósata.

No último módulo, agendado para 30 de outubro e para os dias 6, 13 e 20 de novembro, o professor Rodrigo Duarte, da Filosofa, vai analisar O papel dos meios de comunicação na formação dos falsos consensos à luz do conceito de Indústria Cultural, formulado na década de 1940 por Adorno e Horkheimer. Na visão do professor, as ideias dos teóricos da Escola de Frankfurt continuam válidas e particularmente úteis para explicar os fenômenos recentes da pós-verdade e das fake news.

O projeto
O nome do projeto, Filosofia na Praça, criado em 2013, foi inspirado na prática do filósofo grego Sócrates, que dialogava com toda e qualquer pessoa no espaço público do mercado e da praça, em Atenas, e dedicou sua vida ao exame de conceitos, valores e crenças ligados a todos os aspectos do conhecimento humano. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis na página do Espaço do Conhecimento UFMG.

Universidade Federal de Minas Gerais. 25.7.2019.

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