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Podemos não encontrar extraterrestres porque estamos no seu “zoo galáctico” privado

 

Vários cientistas acreditam ser altamente provável existir vida alienígena para lá do nosso planeta, uma vez que o Universo é vasto o suficiente para conseguir alojar vários mundos com condições necessárias para a vida.

Nos últimos anos, foram descobertos pelo menos 4.000 exoplanetas, estimando-se que existam outros 50.000 milhões ainda incógnitos. E uma vez mais, coloca-se a eterna questão do Paradoxo do Fermi, no qual a comunidade científica continua a indagar: Porque é que os extraterrestres ainda não entraram em contacto connosco?

A resposta não é fácil, muito menos linear entre os cientistas. À medida que se vão descobrindo mundos potencialmente habitáveis, vão também surgindo novas teorias para explicar o imenso silêncio destes seres que poderão viver para lá da Terra.

Um vasto grupo de especialistas das mais diferentes áreas científicas – Astrofísica, Biologia, Sociologia, Psicologia e História – participou recentemente num encontro científico que debate este assunto a cada dois anos. No evento, que decorreu no passado 18 de março em Paris, na França, os cientistas sugeriram que algumas civilizações alienígenas evitam comunicar com os humanos para não causar uma rutura cultural, observa a Forbes.

Muitas das palestras apresentadas neste evento internacional versaram sobre a “hipótese do zoológico”, uma teoria controversa – não estivéssemos nós a falar sobre extraterrestres – mencionada pela primeira vez na década de 70.

De acordo com esta corrente, os seres inteligentes de origem alienígena conhecem a nossa civilização em detalhe, mas preferem manter-se à distância, escondidos, para proteger os humanos, evitando que a nossa civilização encare a realidade extraterrestre e, consequentemente, repense sobre o lugar que ocupa no imenso Cosmos.

“Talvez os alienígenas observem os seres humanos de forma semelhante à forma como vemos os animais num jardim zoológico“, explicou Douglas Vakoch, presidente do METI International, uma organização norte-americana que conduz investigações científicas e programas educacionais sobre o envio de mensagens a seres extraterrestres.

“Se fossemos a um zoológico e, de repente, uma zebra se virasse na nossa direção, nos olhasse nos olhos e começasse a bater uma série de números primos com a sua pata, isso poderia estabelecer uma relação radicalmente diferente entre nós e a zebra, e iríamos sentir a obrigação de responder”, sustentou o cientista.

De acordo com o cientista do METI, é possível fazer o mesmo com os extraterrestres, recorrendo à transmissão de “sinais de radio poderosos, intencionais e ricos em informações para as estrelas próximas”. Para Vakoch, é fundamental que os humanos procurem de forma mais ativa o contacto com os extraterrestres a fim de obter uma resposta sobre a sua existência ou sobre o seu silêncio.

O cientista Jean-Pierre Rospars, diretor honorário do Institut National de la Recherche Agronomique e um dos responsáveis pelo evento, notou ainda que, muito provavelmente, os extraterrestres criaram uma “quarentena galáctica” por entenderem que seria culturalmente prejudicial que os humanos os descobrissem.

“Não há nenhuma razão para pensar que os humanos atingiram o nível cognitivo mais alto possível. Níveis ainda mais altos de conhecimento podem evoluir na Terra no futuro e já terem sido alcançados noutros planetas”, sustentou o especialista.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas otimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

ZAP. 27.3.2019.

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