A força gerada pela não-violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem” (Gandhi)

Em um mundo que se vangloria de seu progresso e modernidade, é desanimador constatar que o egocentrismo ainda figura como um dos motores mais radicais das ações humanas. Não se iluda com as narrativas pré-fabricadas que a mídia e os poderosos tentam nos impingir. Elas frequentemente servem como véus translúcidos, buscando mascarar a verdade nua e crua por trás de interesses escusos. O convite é claro: questione, duvide e procure sempre a essência dos fatos.

Já dizia Mahatma Gandhi, um arauto da paz em tempos de conflito: “A força gerada pela não-violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem.” Uma frase que ressoa profundamente nos dias de hoje, onde a escalada da violência parece ser a única resposta a cada desavença. Será possível vislumbrar a paz nos dias atuais?! Mahatma Gandhi foi um grande líder revolucionário, cujo o seu legado ficou conhecido como pacificador, ele acreditava que com a não violência podemos chegar mais longe, a própria história nos relata o quanto o egocentrismo alimentado pelo ódio é devastador para a humanidade, temos como exemplo o holocausto onde cerca de SEIS MILHÕES DE JUDEUS, perderam suas casas, profissões e suas vidas injustamente. 

Sem dúvidas Gandhi estava certo, a paz é a força motriz que move o mundo, com ela vislumbramos caminhos de honra a serem seguidos.

 É crucial entender que as guerras que presenciamos não surgiram do nada, nem estão perto de um fim. São conflitos com raízes profundas, que transcendem séculos, moldados por ambições e desejos que pouco ou nada têm a ver com a “paz” ou a “preservação de direitos diplomáticos”. De fato, as verdadeiras motivações são bem menos nobres. Na maioria das vezes, o pano de fundo é a incessante busca por recursos, como as vastas minas de petróleo, ou a imposição de interesses geopolíticos que visam o domínio e a supremacia.

Não se trata de uma simples disputa por territórios ou ideologias no sentido puro da palavra. Estamos imersos em um anfiteatro global onde a peça principal é o antigo e implacável lema: “O mais forte vence o mais fraco!” Essa mentalidade, infelizmente, permeia as relações internacionais e se manifesta em cada conflito armado que irrompe pelo planeta.

O que vivenciamos hoje é apenas o prefácio de uma longa e complexa trama de desavenças. A paz, nesse cenário, muitas vezes se resume a meras falácias, proferidas por aqueles que, nos bastidores, orquestram os movimentos do xadrez geopolítico. É um jogo perigoso, onde a humanidade, em sua maioria, é apenas espectadora ou, pior, vítima colateral.

Portanto, é imperativo que cada um de nós desenvolva um senso crítico aguçado. Não se contente com as manchetes sensacionalistas ou com os discursos que buscam simplificar realidades complexas. Investigue, questione e, acima de tudo, busque compreender os verdadeiros interesses que movem os conflitos. Só assim poderemos, quem sabe, começar a trilhar um caminho em direção a uma paz genuína e duradoura, livre das amarras do egocentrismo e da ganância.

Phellipe Samuel, Escritor, Locutor e Consultor de Moda.

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