por Adriano Nicolau da Silva

Neste ponto da evolução humana, as pessoas estão priorizando o bem-estar e a busca por uma vida prolongada para vivenciar plenamente as suas experiências. Nunca houve tanta discussão sobre a longevidade e o bem-estar mental como agora.
Problemas mentais podem prejudicar o fluxo natural da vida, influenciados por fatores biológicos, psicológicos e sociais. É possível afirmar que o aumento de casos de depressão e ansiedade pode ser atribuído por falta de autoconhecimento, levando a um desgaste físico resultante da conversão de tensões emocionais em sintomas físicos.
Muitas vezes, os profissionais de saúde têm dificuldades em identificar as raízes dos sintomas apresentados. Aqueles que desconsideram a saúde mental, frequentemente caem em padrões de comportamento prejudiciais, como má alimentação, sedentarismo e uso de substâncias como álcool, tabaco e drogas, desconsiderando as orientações para manter tanto a saúde física quanto a mental. Isso pode aumentar o risco de doenças que comprometem a longevidade.
Um aspecto crucial a ser analisado é a abordagem do governo que minimiza a importância da educação e da saúde, relegando-as as posições secundárias e desconsiderando as necessidades da população. Isso cria uma via para que oportunistas tomem conta dos serviços de saúde e das iniciativas educacionais. Além disso, ao ignorar os conhecimentos científicos sobre o papel dos vínculos afetivos na aprendizagem e na cognição, levantam se questionamentos sobre a relevância de uma educação integral na formação dos alunos.
Um ponto importante a ser considerado é a sensação de desânimo e o abandono pessoal. Quando uma pessoa se negligencia e se sente desprotegida, isso pode acarretar efeitos negativos.
Por exemplo, ela pode acabar perdendo o emprego, negócios e relacionamentos, o que contribui para um aumento do isolamento social, da pobreza, do estresse e da ansiedade em grande medida, influenciando negativamente a sua expectativa de vida. É evidente que comportamentos destrutivos podem desencadear sentimentos de frustração e vergonha, levando a um ciclo de pensamentos obsessivos sobre erros passados e dificuldade em transformar positivamente pensamentos e emoções no presente. Esse padrão mental negativo pode resultar em mais problemas emocionais, prejudicando a capacidade de tomar decisões com assertividade.
Assim, a habilidade de controlar as emoções está diretamente ligada à longevidade, servindo como um impulso para conquistas futuras. A saúde mental e a longevidade são assuntos complexos e multifacetados, destacando a importância de cuidar da saúde mental não apenas para o bem-estar imediato, mas também para promover uma vida longa e saudável. Ao desenvolver a capacidade de encontrar significado na vida e lidar com o estresse de forma adaptativa, podemos entrar num processo de transformação, cultivando emoções positivas e ampliando a qualidade de vida.
Você tem se dedicado à sua saúde mental ultimamente?

Adriano Nicolau da Silva, Psicoterapeuta, Neuropsicopedagogo e Neuroeducador. Graduado em Psicologia e Filosofia. Especialista nas áreas de educação e clínica. Uberaba, MG. Colunista do Factótum Cultural. E-mail: adrins@terra.com.br.
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