
Com ambientes integrados e sem portas, a casa possui estrutura em steel-frame, é movida à energia solar e é rodeada pela natureza da Serra Gaúcha
Unindo o conceito de uma barraca de acampamento a uma estadia cheia de conforto, esta cabana em Bento Gonçalves (RS) impressiona por sua estrutura. Com uma fachada simples e apenas 10 m², o local surpreende com seus interiores bem planejados e funcionais. Chamado de Refúgio no Vale, a residência é o espaço perfeito para relaxar em meio à natureza.


Projetada pelo escritório Oazo + Zanesco Arquitetura, a cabana foi montada em um sítio no interior da Serra Gaúcha, sendo rodeada por árvores e posicionada em frente a um lago e uma bela paisagem da região do Vale dos Vinhedos. O acesso ao espaço é feito através de um caminho em basalto irregular – pedra típica da região – e um deck de madeira que avança sobre o lago, onde os usuários podem pescar ou fazer um passeio de canoa.
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Toda a estrutura da casa é feita no sistema light steel-frame — Foto: Ezequiele Panizzi
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A cabana é um exemplo de construção à seco, um processo que não usa água na composição estrutural da obra — Foto: Ezequiele Panizzi
A casa é um exemplo de construção à seco, que contribui para uma obra mais rápida e com economia de materiais. Toda a sua estrutura é feita no sistema light steel-frame, com perfis de aço formados a frio, isolamento térmico em placas OSB e lã de vidro e fechamento externo em telhas onduladas pré-pintadas na cor branco.
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O primeiro andar da residência consiste em um espaço compartilhado entre sala, copa equipada e banheiro — Foto: Ezequiele Panizzi
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Os cômodos não possuem divisórias e nem portas, contribuindo para a sensação de uma cabana — Foto: Ezequiele Panizzi
O interior da residência conta com piso em madeira natural e um espaço compartilhado entre sala, copa equipada e banheiro. Para aproveitar o espaço e trazer a sensação de cabana, não existem portas e separação entre os cômodos. No mezanino, local reservado para dormir, uma janela toda de vidro em frente à cama traz a sensação de estar na copa das árvores.


Além disso, a cabana é movida à energia solar, que atende às demandas de consumo de eletricidade e aquecimento da água. Para completar, o telhado possui duas águas com inclinações íngremes, garantindo uma fácil manutenção e retirada das folhas que caem das árvores. Estas escolhas contribuem para a autossuficiência da casa e sustentabilidade.





